13ª

Ministério do turismo, secretaria especial da cultura e belgo bekaert arames apresentam

Diadema

Diadema, SP

Diadema. Recorte do mapa do Google Maps

 

Pensar em Diadema apenas como uma cidade fronteiriça ou ainda que está à margem de São Paulo é incorrer em um erro muito comum aos paulistanos, eu mesma por muito tempo entendia como um lugar longe, um lugar fabril; esse pensamento seria um resquício da formação acadêmica ocidental que insiste no paradigma dual?

Para se ter uma margem, precisa se escolher um centro, e precisamos recordar que o centro não é um lugar natural, mas um território que precisa ser ocupado e que se encontra em constante mutação, a partir da perspectiva de quem fala, a partir da perspectiva única de cada indivíduo.

Conheci Diadema, trabalhei lá por dois anos me deslocando da zona sul de São Paulo para o centro de outra cidade. Foi um dos momentos que eu mais cresci enquanto mulher, aprendi que Diadema é um polo irradiador de cultura preta, inovação e afeto; foi essa cidade que me aproximou de músicos, atores, atrizes, educadores, foi nesse território que vivi uma paixão forte pelo pan-africanismo, que fez casa e mora em mim até hoje.

Escolhi, nesta carta, olhar para Diadema fora dos dados oficiais, queria partilhar meu afeto pela cidade, mas ao mesmo tempo me sinto em falta para desenhar essa cartografia sozinha, assim sugiro o acesso ao trabalho Cartografia Adè Oña, elaborado pelo Coletivo Diadenega, que atua nos territórios da cidade desde 2014.

Deleitem-se: https://cartografiaadeona.wixsite.com/my-site-3