13ª

Ministério do turismo, secretaria especial da cultura e belgo bekaert arames apresentam

Ilha do Bororé

Estr. Velha do Bororé, 1290-1404 - Jardim Santa Tereza, São Paulo - SP, 09836-250

Ilha do Bororé em meio às margens da Represa Billings. Recorte do Google Maps, 2022.

O lugar conhecido como Ilha do Bororé era ocupado pelos povos originários e populações que se assentaram entre os rios que nascem no alto da Serra do Mar, atual região sul da cidade de São Paulo. O relevo montanhoso que abrigou o bairro do Grajaú foi densamente habitado ao longo do século XX. Tecnicamente, a região do Bororé, organizada sob a presença da Capela de São Sebastião por volta de 1904, tornou-se uma península em meio à inundação causada para a construção da Represa Billings, em 1935. Até então, uma pequena travessia de madeira cruzava o rio que passava ao pé do morro ocupado por chácaras, o que mantém seu caráter rural até a atualidade. O acesso reforçou certa vocação turística ao ser solucionado por uma balsa, de onde atualmente se vê uma ponte do trecho Sul do Rodoanel. 

Durante os anos de 1990, sua população se mobilizou em torno da necessidade de programas de gestão ambiental e reivindicação de direitos básicos à municipalidade, tendo conquistado a construção de uma unidade básica de saúde, que articula diversas outras demandas e atividades. Suas atividades coletivas aliavam a capacidade produtiva culinária da comunidade para fortalecer eventos artísticos e educativos que tiveram lugar na Casa Ecoativa, entidade criada em parceria com a Associação de Moradores da Ilha do Bororé, ocupando um imóvel da Empresa Municipal de Água e Energia, responsável pela represa e pela travessia. Parte das demandas foram atendidas quando a Ilha se tornou Área de Proteção Ambiental em 2006, coincidindo com a desmobilização dos projetos. Em 2013, jovens moradores inspirados por outro coletivo do Grajaú, que se tornaria parceiro de ações, o Imargem, viabilizaram a reabertura da Casa com um projeto aprovado em edital municipal em parceria com professores e estudantes da Escola Estadual Professor Adrião Bernardes. Nos anos seguintes, a comunidade contou com a colaboração de pesquisadoras e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP na construção do projeto de memória “Do Bororé ao Mundo”.