
14ᵃ Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
Arquiteturas para
um Mundo Quente
19 de outubro de 2025
Parque Ibirapuera, São Paulo - SP



14ᵃ Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
Arquiteturas para
um Mundo Quente

19 de outubro de 2025
Parque Ibirapuera
São Paulo - SP

A 14ᵃ Bienal
A 14ᵃ Bienal
Vivemos em um mundo de eventos climáticos extremos e o limite para a vida humana, o ponto de não retorno, nos espreita no horizonte. Se a arquitetura tem parte na produção dos extremos do clima, do uso de recursos e da injustiça climática, qual é o papel da arquitetura para reverter esse cenário? Enfrentar problemas extremos demanda soluções também extremas, radicais. Elas podem estar na ponta da ciência e da tecnologia. Ou podem estar no outro extremo, nas margens: nas respostas que emergem nas periferias das cidades ou nos saberes tradicionais conservados nas aldeias, nos quilombos.
Propostas produzidas no interior dessas diferentes formas de conhecimento, bem como pelo diálogo, fricção e aprendizado mútuo entre elas, propõem novos caminhos para enfrentar o aquecimento global e adaptar o habitat humano aos extremos climáticos com que já convivemos. Após uma década de edições descentralizadas, em 2025 a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo retornará ao parque Ibirapuera, sua sede histórica, para reunir, na Oca, um conjunto dessas respostas produzidas no campo da arquitetura em diferentes partes do planeta. Outra aposta desta edição da BIAsp, um dos fóruns mais importantes de discussão dos desafios emergentes da arquitetura e do urbanismo, são as experimentações construtivas e de produção de soluções espaciais in loco.
Cinco eixos pautarão projetos, experiências, experimentos e discussões de transformação desse cenário que mirem a produção de cidades mais resistentes e resilientes, pois adaptadas aos extremos do clima e preparadas para retomar a vida após os desastres.
O primeiro eixo, Preservar as florestas e reflorestar as cidades, sugere a incorporação radical da biodiversidade como forma tanto de reverter o aquecimento global, ao capturar carbono da atmosfera, como de criar microclimas que atenuem ondas de calor.
O segundo eixo, Conviver com as águas, reunirá experiências de renaturalização de córregos e de Soluções Baseadas na Natureza para estabilizar encostas, recuperar margens, trabalhando a favor do ciclo da água.
O eixo Reformar mais e construir verde vai abordar o reuso adaptativo de construções obsoletas e a adoção de sistemas construtivos sustentáveis com baixo carbono, para enfrentar o desafio da redução das emissões de Gases de Efeito Estufa envolvidas na construção e uso das edificações.
Por sua vez, o eixo Circular e acessar juntos com energias renováveis tratará das possibilidades do planejamento urbano e das redes de mobilidade para reduzir a necessidade de deslocamentos individuais e estimular a modalidade ativa, considerando também a transição energética nos transportes coletivos.
Finalmente, o eixo Garantir a justiça climática e a habitação social dará centralidade à desproporcional vulnerabilidade das populações mais pobres (frequentemente racializadas e com presença marcante de mulheres e crianças) aos eventos climáticos extremos, grupo social que historicamente menos colaborou com o aquecimento global, mas que habita as áreas de maior risco: assentamentos em condições precárias, muitas vezes situados em encostas e várzeas.
Para construir a 14ª BIAsp, convidamos a sociedade a apresentar e desenvolver propostas concretas que unam os avanços da ciência do clima aos saberes ancestrais, combinando as novas tecnologias socioambientais a práticas e materiais tradicionais. Propostas que juntas nos ajudem a entender de quais arquiteturas precisamos para habitar um mundo além dos extremos.
Comitê curatorial
Comitê curatorial
A curadoria da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo está a cargo do Comitê Curatorial, formado por seis profissionais de diversas regiões do Brasil, cujas trajetórias abrangem arquitetura, urbanismo, pedagogia, pesquisa acadêmica, ativismo social e produção cultural. Esse grupo é acompanhado pelos Curadores de Atividades, responsáveis pela programação de eventos específicos dentro da Bienal, incluindo a Mostra de Cinema, o Fórum de Debates, as Construções Experimentais, os Laboratórios e o Concurso de Escolas. Juntos, eles estruturam uma Bienal que busca ampliar o diálogo entre arquitetura, território e sociedade.

Renato Anelli
Renato Anelli
Curador e diretor de cultura do IABsp
Arquiteto e urbanista, mestre em História pela Unicamp e doutor pela FAUUSP. Obteve o título de livre-docente e professor titular na EESC-USP, onde lecionou de 1986 a 2021. Pesquisador do CNPq desde 2005, é professor da FAU Mackenzie desde 2021. Atuou no IAB São Carlos e nas Bienais de Arquitetura de SP. Vice-presidente do Instituto Bardi Casa de Vidro, coordenou importantes projetos de gestão e conservação. Foi secretário de obras de São Carlos e professor visitante na Columbia University. É diretor de cultura do IABsp.

Karina de Souza
Karina de Souza
Curadora e coordenadora de produção do IABsp
Arquiteta e urbanista formada pela FAUUSP e mestranda na mesma instituição. Tem pós-graduação em Gestão Cultural, pelo Senac, e no curso Cidades em Disputa, pela Escola da Cidade. Coordenou a 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e o projeto Restaura! Comida e Escola no Instituto Tomie Ohtake. Atualmente, é coordenadora de produção do IABsp, curadora da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e produtora cultural independente pela Pauliceia Arte, Cultura e Design.

Marcos Cereto
Marcos Cereto
Curador e Vice Presidente do IAB Nacional – Região Norte
Arquiteto e urbanista, mestre e doutor pelo PROPAR/UFRG, pesquisador e professor na UFAM. Fundou o Núcleo Arquitetura Moderna na Amazônia (NAMA) e foi premiado pelo IAB Centenário em 2022. Editou a revista Amazônia Moderna (2017-2023) e é editor da revista do Docomomo Brasil. Curou exposições de arquitetura contemporânea na Amazônia, Paris e Seul. Vice-presidente da Região Norte do IAB, Cereto se destaca na promoção da arquitetura moderna amazônica, tema sobre o qual tem realizado diversas conferências no Brasil e no exterior.

Clevio Rabelo
Clevio Rabelo
Arquiteto, doutor em História da Arquitetura pela FAUUSP e professor de Projeto Arquitetônico na UFC. Coordena a extensão Casa-Embrião na Ocupação Carlos Marighella e diversas ações formativas na universidade. Foi júri do 9º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel e do Concurso do Complexo Cultural, Social e Esportivo da Liga Solidária em São Paulo. Coordena o Arquitetura Bicha, coletivo que pesquisa projetos e representações de arquiteturas feitas por pessoas LGBTQIA+.

Marcella Arruda
Marcella Arruda
Arquiteta de São Paulo, atua desde 2011 em redes pedagógicas radicais e projetos socialmente justos e ecologicamente regenerativos. Presidente do Instituto A Cidade Precisa de Você e cofundadora da Rede Brasileira de Urbanismo Colaborativo, venceu prêmios como a Premiação IABSP 2019 e o Megacities Shortdocs 2022. Participou e curou diversos encontros e eventos internacionais, além de ministrar oficinas e workshops em várias instituições.

Jerá Guarani
Jerá Guarani
Líder indígena e ativista da etnia Guarani Mbya, dedicada à preservação da cultura, língua e direitos de seu povo. Cresceu na aldeia Tenondé Porã, localizada na região metropolitana de São Paulo, onde desde jovem se destacou como uma voz ativa em prol da educação indígena e da valorização das tradições culturais de sua comunidade. Tem atuado em diversas frentes, incluindo a luta pela demarcação de terras indígenas, a defesa dos direitos ambientais e o fortalecimento das identidades indígenas nas áreas urbanas.

Cláudia Costa Cabral
Cláudia Costa Cabral
Arquiteta nascida em Porto Alegre, é doutora pela Universitat Politècnica de Catalunya. Professora titular na UFRGS, coordenou o PROPAR-UFRGS e lidera o Grupo de Pesquisa Estudos de Arquitetura Moderna Latino-Americana. Membro de vários comitês científicos e revisora ad hoc, é autora de diversas publicações sobre arquitetura moderna e urbanismo na América Latina, sendo uma referência acadêmica na área.

Marcelo Morettin
Marcelo Morettin
Arquiteto formado pela USP, mestre e doutorando pela Mackenzie, fundou o escritório Andrade Morettin Arquitetos Associados. Ganhou prêmios como o Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel e foi finalista do Mies Crown Hall Americas Prize. Destacam-se projetos como a sede do Instituto Moreira Salles e a Beacon School. Professor na FAU-Mackenzie, ministrou palestras no Brasil e exterior e tem significativa contribuição acadêmica.

Lucas Fehr
Lucas Fehr
Arquiteto Urbanista (USP, 1987), Mestre (1999) e Doutor (2010) pela mesma instituição. Desde 2016, coordena o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde é professor e pesquisador nos grupos “Teoria-Projeto: Cultura-Sociedade” e “Sistemas Construtivos na Arquitetura Contemporânea”. Coordenou o Mosaico – Escritório Modelo de Arquitetura (2005-2016). Participou das últimas edições da Bienal Panamericana de Quito e foi jurado do Prêmio Medalla de Oro. Sócio do Estúdio América de Arquitetura, é coautor de projetos premiados, como o Teatro Castro Alves e o Museo de La Memoria y los Derechos Humanos.

Naia Alban Suarez
Naia Alban Suarez
Arquiteta formada pela UFBA, doutora pela ETSAM e pós-doutora pela mesma instituição. Professora na UFBA, coordena projetos na Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura. Colíder de pesquisa em arquitetura e membro do Comitê Executivo da Rede PHI Internacional. Vencedora do 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake AkzoNobel, contribuiu para a preservação do patrimônio histórico e é reconhecida por seus projetos e publicações.

Nivaldo Andrade
Nivaldo Andrade
Arquiteto e urbanista, é mestre e doutor pela UFBA. Professor na UFBA e vice-presidente da UIA para as Américas. Bolsista do CNPq, integra conselhos do IPHAN e ICOMOS Brasil. Coautor de projetos premiados, como a Casa do Carnaval e a restauração do Terreiro de Jesus, em Salvador. Foi presidente do IAB e tem vasta produção acadêmica e participação em júris de concursos e premiações internacionais.

Rafael Blas
Rafael Blas
Arquiteto e diretor de arte, com 20 anos no mercado audiovisual. Doutorando e mestre em arquitetura, assina produções para plataformas como Netflix e HBO. Coordena e leciona em cursos de pós-graduação e bacharelado no Senac, Belas Artes e UEL. Desde 2023, é curador no CINECUBO IABsp. Suas pesquisas enfocam a interseção entre arquitetura, modernidade e ambientes cinematográficos.
Oca e Ibirapuera
Onde:
Oca e Ibirapuera
A 14ª BIAsp retorna em 2025 ao Parque Ibirapuera, sua sede histórica, após uma década de edições descentralizadas, com o objetivo de reunir esforços acadêmicos, tecnológicos e sociais para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
A programação estará concentrada no Pavilhão da Oca e seus arredores. Projetada por Oscar Niemeyer para as comemorações do IV Centenário de São Paulo em 1954, a Oca é um dos marcos arquitetônicos do parque, integrando um conjunto de edifícios distribuídos ao redor da Marquise, como o Auditório Ibirapuera, o Pavilhão da Bienal, o Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Museu Afro Brasil e o Museu de Arte Moderna.
Parque Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Portão 2.
Moema, São Paulo, SP

A)
Oca
Exposição principal
B)
Auditório
Abertura (a confirmar)
C)
Marquise
Atividades (a confirmar)
D)
Serraria
Construções experimentais (a confirmar)
E)
Viveiro Manequinho Lopes
Educativo
F)
UMAPAZ
Oficinas
G)
Cinemateca Brasileira
Mostra Arquitetura no Cinema