A sessão convida trabalhos que analisem criticamente como instrumentos de planejamento urbano, territorial e habitacional têm (ou não) contribuído para enfrentar os desafios da crise climática em territórios vulneráveis. Interessa-nos explorar a articulação — ou sua ausência — entre planos diretores, políticas habitacionais e estratégias de adaptação, especialmente em contextos marcados por desigualdades socioespaciais, ocupações em áreas ambientalmente sensíveis e ausência de infraestrutura. Partimos do reconhecimento de que esses territórios são os mais expostos aos impactos dos eventos extremos e, ao mesmo tempo, os menos contemplados por políticas públicas eficazes.
A partir do conceito de resiliência urbana — entendido como capacidade de adaptação, transformação e reorganização diante de crises contínuas — buscamos contribuições que questionem os limites do planejamento tradicional e proponham alternativas integradas, justas e transformadoras. Serão valorizadas experiências e análises que articulem o direito à moradia, a justiça climática e a reestruturação territorial, ampliando o escopo das políticas públicas para além da mitigação de riscos.
Apresentações:
Riscos da mensuração de riscos
Renata Maria Pinto Moreira
Cartas geotécnicas de suscetibilidade de risco e de aptidão de urbanização, como instrumentos de prevenção e gestão de risco de desastres no contexto de mudanças climáticas
Nicole Pavaneli Oomura e Edson Quirino dos Santos
El plan maestro de ordenamiento territorial y diseño urbano como movilizador de visiones comunes, proyectos y financiamiento específico. El caso del piloto GEF Humedales Costeros Rocuant-Andalién
Nelly Paulina
Política urbana e crise climática em Fortaleza: um olhar sobre assentamentos precários em margens fluviais
José Almir Farias e Mariana Araújo de Oliveira
Riscos e vulnerabilidades associados às emergências climáticas. Impactos e doenças de veiculação hídrica
James Miyamoto