Diante das urgências climáticas e sociais do Antropoceno, está sessão propõe repensar o papel do arquiteto como agente de transformação territorial e incorporador de futuros. Mais do que projetar edifícios, trata-se de atuar com responsabilidade política e ética sobre o solo urbano, articulando projeto, incorporação, justiça espacial e regeneração. A partir de práticas que cruzam arquitetura, urbanismo, ativismo e desenvolvimento imobiliário, buscamos reunir trabalhos teóricos e práticos que expressem essa atuação: habitação social liderada por arquitetos, ocupações regenerativas, retrofit sustentável, novas metodologias de impacto social e abordagens que integrem estética, ecologia e viabilidade. Busca estimular assim a reflexão crítica sobre a autonomia profissional frente a modelos concentradores, às possibilidades de mediar conflitos, de atuar com inovação e de regenerar ecossistemas urbanos. Um convite a pensar e discutir novos imaginários e horizontes, com responsabilidade e potência criativa para regenerar o que (e para quem) é possível (e para além do possível).
Apresentações:
Katahirine: novos Oikos para reflorestar o imaginário
Luciana de Paula Santos
Landscapes of transition: urban regeneration and new ecologies in deactivated areas
Karla Cavallari, Alessandro Tessari e Alessandro Massarente
Todo território é uma invenção: memória, patrimônio e o imaginário da floresta
Laura Benevides
Hybrid economies / ecologies: countering territorial violence in the Bekaa
Carla Aramouny e Sandra Frem
Um papel em branco: arquitetos como incorporadores de futuros
Evelyne da Nóbrega Albuquerque, Paulo Almeida e Ricardo Avelino Dantas Filho