Os Envolvimentos promoveram uma abertura de diálogo com movimentos sociais e territórios diversos, convergindo na exposição da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que acontece de 18 de setembro a 19 de outubro, na OCA, no Parque Ibirapuera. Arquitetos e lideranças das aldeias, dos terreiros, das ribeiras e das periferias investigaram juntos arquiteturas para habitar um mundo quente em debates que aprofundaram as ideias centrais da exposição.

Foram convidados para dialogar atores envolvidos em projetos realizados em diversas territorialidades e contextos que elaboram questões como o convívio com as águas e inundações, a salvaguarda do patrimônio, a proteção e o manejo sustentável da floresta, a agricultura urbana, os mecanismos de viabilização de modos de vida de baixo impacto ambiental e o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos. São modos de habitar, construir, perceber, participar e transformar o território.

Convidados:

Jean Ferreira
Belém, PA

De Belém do Pará, do bairro do Jurunas. É co-fundador do Gueto Hub e da COP das Baixadas, co-curador de programas públicos da 2ª Bienal das Amazônias e ativista pelo acesso à cultura, memória e ao debate climático para as periferias.

Jerá Guarani
São Paulo, SP

Jera Guarani, liderança da aldeia Kalipety, na TI Tenonde Porã, no extremo Sul de São Paulo. Formada em Pedagogia, atua como Agente Ambiental, promovendo a recuperação de sementes tradicionais, de áreas degradadas e de florestas na terra indígena.

Mãe Carmem de Oxalá
Guaíba, RS

Mãe Carmen de Oxalá, ialorixá gaúcha. É vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul e compõe a Executiva da Comissão Nacional de Pontos de Cultura – CNPDC. É atuante no combate à intolerância religiosa e formada em Psicologia.

Marcele Oliveira
Rio de Janeiro, RJ

Produtora, comunicadora e ativista climática, integrou a Agenda Realengo 2030 e é diretora executiva do Perifalab. Pesquisa Justiça Climática e Racismo Ambiental vinculado às pautas de ocupação dos espaços públicos e direito à cidade, com o foco em cultura e clima.

Urban mobility is an essential component of people’s everyday activities, and is directly affected by the rapid increase in the urban population, unplanned urbanization, and the changing socioeconomic conditions. It is a major determinant of quality of life, public transit, employment, education and health care. Moreover, having access to efficient urban mobility systems remains one of the fundamental issues for policy makers, especially in large cities and densely populated neighbourhoods. To address some of these challenges, shared mobility – urban planning nexus offers opportunities for enabling spaces for collaborative urban planning and governance practices. Such nexus can serve as a vehicle to explore the changing dynamics of urban challenges during which experimentation is used to inform urban practice. Our session focuses on how the application of this approach in cities can contribute to the sustainable transitions of urban mobility systems while promoting active mobility and energy transition in public transport.

Apresentações:

Toward inclusive transitions: gender-sensitive street design and public bike-sharing as drivers of shared mobility in Oaxaca
Luis Alfonso Barraza Cardenas

Regeneração social e urbana Rua Rainha Ginga
Julio Abrantes

Urban disconnections and inequalities nexus: voices from the ground
Ana Paula Koury, Jessica Souza e Luciano Abbamonte da Silva

Sons urbanos e mobilidade
Pedro Silva Marra

Shared mobility – Urban planning nexus for accelerating urban mobility system
Aksel Ersoy e Diego Hernando Florez Ayala

Gratuito

Inscrições

As inscrições devem ser feitas aqui.

A seleção será feita por ordem de inscrição.

As inscrições estarão abertas até o inicio da atividade, no local, desde que haja vagas disponíveis.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

(RE)PROGRAMAR E (RE)CONSTRUIR AS TRAVESSIAS SOBRE OS RIOS DE SÃO PAULO

O projeto da Passarela Erika Sallum teve início a partir de uma proposta apresentada em 2014, atendendo ao chamamento da Prefeitura de São Paulo no âmbito do Perímetro Urbano Arco Tietê. Optamos por estudar as transposições urbanas sobre os rios e identificamos uma desigualdade marcante entre as margens, tanto social, econômica, quanto culturalmente. Essa situação é agravada pela escassez de pontes bem localizadas que priorizam veículos privados e negligenciam pedestres e ciclistas. Na época, das 62 travessias sobre os rios Pinheiros e Tietê, nenhuma era exclusiva para mobilidade ativa – um cenário preocupante em uma cidade onde um terço da população se desloca a pé.

Nossa proposta foi escolhida, dando origem à primeira ciclopassarela de São Paulo, conectando os bairros densos e populares de Butantã e Pinheiros. Desde o início, buscamos que as cabeceiras da ponte atuassem como elementos ativadores do espaço público, conectando transporte coletivo, calçadas e ciclovias. Priorizamos acessos seguros e confortáveis que incentivassem o uso cotidiano da travessia. A passarela foi concebida como um passeio amplo, agradável e contemplativo, oferecendo vistas privilegiadas da cidade, das montanhas e do Pico do Jaraguá.

A estrutura conta com um acesso central que se liga diretamente à ciclovia da Marginal Pinheiros, ampliando seu uso nos fins de semana e para atividades de lazer. Por estar em uma região de tráfego intenso, a montagem utilizou elementos pré-fabricados: uma treliça metálica principal e um tablado de concreto. Os arranques foram moldados in loco sobre os canteiros, enquanto os trechos sobre o rio e as avenidas foram divididos em nove partes metálicas, içadas durante a noite e posicionadas com precisão sobre pilares de concreto.

A rápida apropriação da passarela pela população demonstra o potencial transformador de infraestruturas urbanas bem planejadas. Mais do que uma travessia, ela se tornou um símbolo da importância do investimento público na mobilidade ativa e na qualificação dos espaços urbanos, promovendo modos de transporte mais sustentáveis e o fortalecimento da vida coletiva nas cidades.

TOUR VIRTUAL DA 14ª BIAsp 

A 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, Extremos: Arquiteturas para um mundo quente, se expandiu para além do espaço físico e agora pode ser visitada de qualquer lugar! 

O tour virtual propõe uma nova leitura da exposição, que ocorreu de 18 de setembro a 19 de outubro na Oca no Parque Ibirapuera, permitindo percursos de forma fluida, livre e intuitiva entre os ambientes. Durante a visita estão disponíveis os conteúdos curatoriais, imagens em alta definição e detalhes que aprofundam a compreensão espacial e conceitual das obras. 

A plataforma amplia o acesso, preserva a memória da Bienal e cria novas formas de vivenciar a arquitetura. 

Visite aqui a 14ª BIAsp!  

Explore no seu próprio ritmo, revisite percursos e aprofunde experiências. 

Em breve o tour virtual estará disponível no site do IABsp (Instituto de Arquitetos do Brasil – dep. São Paulo)