Desenvolvimento do projeto: Brasil

Solo
Ao tratarmos de extremos, partimos do questionamento sobre como viver, nos adequar e, sobretudo, como construir no cenário de condições extremas para o qual caminhamos. Adotamos, então, o material mais comum, que marca as construções e as paisagens urbanas, seja na cidade formal ou na informal: o tijolo. Essa construção experimental busca investigar maneiras de construir melhor com o tijolo, que apesar de sua pequena dimensão, tem grande repercussão em escala. O tijolo ecológico foi escolhido, então, por partir do solo, um elemento presente em todo o território, além de não possuir queima em sua execução, apenas areia, cimento e água prensados. Esses tijolos são, então, montados no pavilhão sem argamassa, utilizando de artifícios para sustentação o peso próprio e uma malha estrutural de amarração tubular. Uma estrutura seca, desmontável, extrema.

Comum
Ao mesmo tempo em que é desmontável e possível de ser pensado em diversas conformações, o pavilhão se insere especificamente no local onde será exposto. Partindo das linhas convergentes da rampa da Oca, dá continuidade a essas linhas invisíveis finalizando o percurso do espaço. As paredes não dividem nem criam lugares fechados; elas direcionam, convidam o olhar e o caminhar para esse espaço aberto, sugerido, comum. A intervenção suscita, ainda, discussões sobre modelos de construção temporários em cenários emergenciais, reforçando que os novos desafios que enfrentamos exigem, cada vez mais, o exercício de propor novas arquiteturas.

Solo Comum
Solo comum trata daquilo que próprio da nossa existência, nosso solo, ao mesmo tempo em lida com o que é ordinário, cotidiano. Reflete, portanto, sobre o que dividimos, como vivemos em comunidade, como partilhamos aquilo que nos é comum.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

O pavilhão da AzulPitanga nasce do contraste entre o rigor da produção industrial e a delicadeza do gesto manual. Sua estrutura é definida por um grid modular de 1×1 metro, que se repete até conformar um espaço de 4×4 metros, sustentado por pilares de vergalhão de aço com 2,10 metros de altura. Essa malha regular, de caráter industrial e racional, serve de suporte para planos de fibras de bananeira trançadas artesanalmente, que percorrem a estrutura em diferentes direções. As tramas variam em densidade e opacidade, filtrando a luz, marcando percursos e criando superfícies permeáveis que dão textura viva ao espaço.

A espacialidade se organiza a partir de uma dualidade não convencional: o perímetro coberto conforma um “fora” sombreado e protegido, enquanto o centro, descoberto, revela o vazio como “dentro”, aberto à luz e à visão expandida. No coração do pavilhão, um relógio mecânico de torre introduz a dimensão do tempo. Movido à corda, ele precisa ser acionado periodicamente durante a exposição. Assim, marca o tempo industrial, o tempo da natureza e o tempo da artesania — tempos que aqui se encontram em uma mesma trama espacial.
A fibra que reveste o pavilhão é produzida pela Fibrarte, associação de artesãs de Missão Velha (CE) – oitavo maior produtor de bananas do Brasil. A Fibrarte transforma o que seria resíduo da bananeira em matéria-prima. O relógio mecânico foi instalado por Geraldo Freire, da Metalúrgica Freire, em Juazeiro do Norte, referência na produção e manutenção de relógios e sinos de torre.

Desenvolvimento do projeto: Brasil

SHIGERU BAN ARCHITECTS
Paper Log House
Casa de tubos de papel, compensado naval, engradados, areia e lona

Utilizando o papelão, material que faz parte do dia a dia de tantas pessoas em diversas culturas, Shigeru Ban produziu inicialmente estruturas temporárias, como cenografias de exposições, e aos poucos foi sendo reconhecido pela utilização desse tipo de papel, que atingiu sua máxima potência no projeto “Disaster Relief Design” (design de assistência para desastres, em tradução literal). Esse programa teve início em 1995 e prevê a construção de abrigos temporários em casos de desastres naturais ou em situações de vulnerabilidade social.

As casas chamadas “Paper Log House” são soluções inovadoras de abrigo temporário em áreas afetadas por desastres naturais para pessoas que perderam suas moradias.

O arquiteto utiliza tubos de papel e painéis de madeira para construir uma estrutura fácil de montar e que pode ser executada em pouco tempo. A fundação é formada por engradados com sacos de areia, o que facilita a construção e oferece estabilidade. Este projeto é adaptável a diferentes contextos geográficos e culturais. Com abordagem sustentável e eficiente, tem sido realizado em várias situações, oferecendo refúgio rápido e seguro. As construções normalmente são realizadas de forma colaborativa por equipe composta de estudantes locais voluntários.

A casa aqui apresentada foi desenvolvida especialmente para a exposição Princípios japoneses: design e recursos, da Japan House São Paulo. O modelo escolhido é baseado no projeto original das primeiras construções emergenciais, desenvolvidas na ocasião do Terremoto de Kobe, no Japão (1995).

Para a montagem, a JHSP priorizou a participação ativa de professores e alunos de arquitetura seguindo o formato original de construção coletiva como aspecto fundamental para promover a consciência da relevância de um trabalho em conjunto em prol da reconstrução da comunidade, outra característica bastante japonesa e que pode ser incorporada no Brasil de forma ainda mais significativa. A JHSP convidou a FAUUSP e a ETEC Itaquera IIs que, como atividade extensionista aos alunos, realizaram a adaptação do projeto do escritório Shigeru Ban Architects, a preparação dos materiais e a construção da casa. Para a etapa final de montagem, o convite foi estendido aos alunos da Escola da Cidade.

Em escala real, 1:1, a casa foi adaptada ao contexto expositivo, levando em consideração a circulação de um maior número de pessoas, e seguiu o conceito original de utilizar materiais e mão de obra locais. Para ampliar a possibilidade de acesso de diversos públicos, uma rampa e um corrimão foram adicionados ao projeto.

Ao final da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, a construção segue para a FAUUSP para ser utilizada por seus estudantes como objeto de estudo.

Desenvolvimento do projeto: Brasil

IKUYA SAGARA, KUSAKANMURI
生まれながらにして、還るところが約束されている
Desde o nascimento existe um lugar prometido ao qual se deve retornar
construção de junco, bambu e corda de sisal

Ikuya Sagara (1980) nasceu em Kōbe, situada na província de Hyogo, onde vive e trabalha. Sagara é um artesão de kayabuki (tradicionais telhados de casas japonesas feitos comumente de palha), e seu trabalho consiste em fazer, preservar, ensinar e divulgar a arte de construir com palha.

Existem registros de telhados desse tipo descritos nos dois livros mais antigos da história do Japão, Kojiki e Nihon Shoki, ambos compilados no século VIII, o que demonstra sua longa história. Nos anos 1960, foram registradas mais de 5 milhões de construções que utilizavam palha no Japão. Contudo, em 2010 esse número havia se reduzido para 100 mil, um alerta para mudanças em métodos construtivos e utilização de outros materiais, como os metais. A diminuição desse tipo de construção dificulta a perpetuação de uma técnica tradicional. Com menos demanda, o trabalho dos artesãos vai se tornando escasso, assim como o interesse de jovens em aprender o ofício, impactando uma cadeia cultural e social.

A região em que Sagara vive conserva 700 exemplares desses telhados tradicionais, o que o impulsiona a manter seu trabalho ao mesmo tempo que busca maneiras de promover e explorar as possibilidades dessas plantas e seus benefícios. Esses telhados garantem grande conforto térmico, com boa insolação e ventilação; são resistentes à água; podem ser feitos das matérias-primas que estiverem disponíveis no momento ou que sejam típicas de determinado local, e todos os elementos que compõem sua estrutura são biodegradáveis: palha, bambu e corda. Tradicionalmente, o arroz tem prevalência nessas construções, por ter sua história atrelada ao desenvolvimento da cultura japonesa, além de ser um exemplo do uso maximizado de um recurso: sua palha, a casca e o farelo têm diversas finalidades no artesanato e na indústria, além de o cereal ser usado em cerimônias de cunho espiritual.

A construção aqui apresentada foi desenvolvida especialmente para a exposição Princípios japoneses: design e recursos, da Japan House São Paulo. O artesão se baseou em abrigos ancestrais japoneses e utilizou o junco, espécie cultivada em abundância no município paulista de Registro, como forma de minimizar impactos ambientais ao fazer uso de uma matéria-prima já disponível. Ele explora as técnicas e a artesania japonesas ao mesmo tempo que reflete sobre a necessidade de ciclos responsáveis. Observando o entorno, ele percebe como as experiências e necessidades de uma pessoa ou de uma comunidade são capazes de estabelecer uma relação sustentável com a natureza, regenerando-a para conservá-la.

Implantação do projeto: China
Desenvolvimento do projeto: EUA

Sua Estufa é a Sua Sala de Estar é um dispositivo ambiental que amalgama as funções de estufa, cozinha externa e sala de estar. Ele especula sobre a capacidade de cultivar vegetais e compartilhar alimentos como um ato coletivo para combater extremos ambientais. Projetado para espaços urbanos abandonados e subutilizados, o pavilhão apresenta um conjunto de móveis móveis e operáveis que animam o entorno com racks de cultivo de vegetais, bancadas de cozinha e mesas dobráveis. Quando fechado, funciona como uma estufa que incentiva atividades de cultivo; quando aberto, transforma-se em uma sala de estar ao ar livre que promove novas formas de compartilhamento comunitário na vida urbana.

O pavilhão incorpora um microclima de cuidado que nutre tanto plantas quanto seres humanos. Promove um sistema de agricultura coletiva, no qual solos contaminados de terrenos agrícolas próximos são tratados in situ e armazenados em vasos portáteis projetados para cultivo comunitário e troca de produtos entre membros da comunidade. A água da chuva, coletada e filtrada por meio do reservatório metálico suspenso, circula no pavilhão para atividades de jardinagem e culinária. Graças a táticas espaciais que mitigam os desafios impostos pelo clima extremo em um contexto subtropical — como vãos estratégicos entre painéis que permitem o resfriamento passivo —, a estrutura proporciona um ambiente ideal para as plantas, oferecendo aos visitantes condições equilibradas de ventilação e sombreamento para coabitarem o espaço com plantas e outras espécies.

Office for Roundtable é um coletivo de prática de projeto e pesquisa liderado por Leyuan Li, atualmente sediado em Denver, Colorado, e Guangzhou, China. Seus projetos abrangem um amplo espectro de tipos e escalas na interseção entre o interior e o urbano, explorando espaços e eventos que facilitam o compartilhamento entre diversas comunidades para criar narrativas coletivas. Projetos construídos recentes foram destacados em PLOT, ArchDaily, Designboom, Architect’s Newspaper, Gooood e KoozArch, entre outros. Mais recentemente, o Office for Roundtable recebeu uma Menção Honrosa no AN’s Best of Practice Awards na categoria Architect (New Firm) – Southwest em 2025.

JXY Studio é um estúdio interdisciplinar de arquitetura e arte cofundado por Yue Xu e Jiaxun Xu. Nosso trabalho visa expandir os limites do projeto arquitetônico tradicional e explorar abordagens inovadoras para a construção do espaço e da narrativa por meio de uma gama mais ampla de mídias, envolvendo os campos do design, pesquisa e artes visuais, incorporando imagens, pintura, instalação, fotografia, imagem em movimento e outras formas multimídia. Combinando ampla experiência em criação digital, instalação espacial, reconceitualização artística do espaço e urbanismo inovador, cada projeto do estúdio está ancorado tanto em pesquisa lógica quanto em prática inventiva. Inspirados pela rica herança cultural de Lingnan e pela interseção das culturas oriental e ocidental, usamos essa perspectiva única para alimentar as explorações interdisciplinares de arquitetura e arte.

Desenvolvimento do projeto: Brasil

O DOMO POMPEIA é fruto de um exercício acadêmico e experimental conduzido pela Turma lll da Pós-Graduação “Arquitetura em Madeira: Projeto e Tecnologia” do Núcleo da Madeira em parceria com o IPT.

O projeto nasceu do desafio de criar uma estrutura desmontável, leve e manualmente construída, tendo a madeira como matéria principal da criação. Um domus não foi a primeira proposta, mas a geometria circular ganhou estabilidade nos protótipos elaborados e acabou surgindo uma evolução de processos. A proposta envolveu desde o desenho inicial, passando pelo estudo estrutural, até a execução integral da obra pelos próprios estudantes, em um processo coletivo de intensa experimentação.

A escolha pela execução manual não foi apenas uma limitação prática, mas sobretudo uma decisão pedagógica e conceitual. Cada encaixe, cada corte e cada junção do domus foi realizado sem o uso de maquinário industrial, permitindo que os participantes se reconectassem com o entendimento físico do material. Essa imersão direta possibilitou um aprendizado singular sobre a resistência, a plasticidade e o comportamento da madeira diante de diferentes esforços estruturais.

Vista de cima, a estrutura revela sua geometria radial, ripas de madeira partem de um núcleo central e se distribuem até o perímetro, formando um padrão que combina simetria e organicidade. As linhas sugerem um movimento espiralado, próximo às formas encontradas na natureza, como pétalas ou nervuras de folhas. Essa lógica construtiva garante o equilíbrio das forças, em que cada elemento trabalha em compressão e flexão, sustentado pelo todo. O domo, nesse enquadramento, se mostra não apenas como um objeto arquitetônico, mas também como um diagrama vivo da relação entre a forma e o caminho das forças.

O DOMO POMPEIA se estabelece, assim, como um experimento construído: um espaço em que teoria e prática se fundem, criando um espaço de estar e contemplação. Ele evidencia o potencial da madeira como elemento estrutural em sistemas modulares, explorando conexões precisas que garantem estabilidade ao mesmo tempo em que revelam uma estética de leveza e organicidade.

O nome foi dado em homenagem ao arquiteto Prof. Dr.Roberto Alfredo Pompeia, falecido precocemente em 2024, responsável pela disciplina de “Conceitos Estruturais em Madeira: Forma”, do curso de Arquitetura em Madeira. O curso é uma parceria entre o IPT e o Núcleo de Referência em Tecnologia da Madeira, e tem entre seus objetivos difundir o uso deste nobre material, sustentável e renovável, na construção civil.

A realização do projeto reforça a importância da experimentação no ensino da arquitetura e da engenharia de madeira. Mais do que uma obra, o domus é resultado de um processo coletivo que valoriza a manualidade, a cooperação e a investigação técnica. Ao ocupar fisicamente o espaço, o DOMO POMPEIA materializa o encontro entre tradição construtiva e pesquisa contemporânea, tendo a madeira como matéria para o futuro.

Desenvolvimento do projeto: Brasil

Como trabalho final de conclusão de curso, a segunda turma da pós-graduação “Arquitetura em Madeira: Projeto e Tecnologia” do Núcleo da Madeira, em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), desenvolveu um protótipo de estrutura geodésica, nomeado como “Carmodésica”.

Com o intuito de desenvolver um pavilhão leve e funcional, buscou-se criar uma estrutura simples, porém eficiente, capaz de vencer grandes vãos com o uso de peças pequenas e modulares, conectadas entre si. A proposta partiu da ideia de que essas peças pudessem ser fabricadas de maneira racional, permitindo fácil montagem, desmontagem e transporte, otimizando os recursos disponíveis.

O trabalho surgiu como uma forma de aprofundar o estudo sobre os sistemas construtivos modulares em madeira, com ênfase no uso de geometrias triangulares. Foram produzidas 135 lâminas curvas de madeira, coladas e prensadas em molde específico, que deram forma a 45 módulos triangulares. Essas unidades estruturais são conectadas por 55 peças metálicas especialmente projetadas e usinadas para o projeto, com furos oblongos que permitem pequenos ajustes de ângulo e favorecem a flexibilidade e adaptação da estrutura como um todo.

As lâminas utilizadas são finas e flexíveis, porém resistentes, e sua colagem em múltiplas camadas resulta em elementos autoportantes com curvaturas precisas. A combinação entre madeira engenheirada e conexões metálicas oferece um equilíbrio entre resistência, leveza e adaptabilidade.

O estudo desenvolvido pela turma buscou explorar ao máximo as possibilidades construtivas da madeira laminada colada, propondo formas que desafiam o convencional e valorizam o uso racional dos materiais. A proposta investigou também como a flexibilidade e a modulação permitem variadas configurações espaciais e estéticas.

Este exercício permitiu a criação de diferentes possibilidades de pavilhões geodésicos a partir de uma única estrutura base, que pode ser montada em forma côncava ou convexa, conforme a demanda de uso e contexto do espaço. Com isso, favorece-se a criação de ambientes únicos e inovadores, baseados em princípios geométricos e estruturais sólidos, com forte apelo arquitetônico e experimental.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

A primeira turma da Pós Graduação do Núcleo da Madeira, em parceria com o IPT, foi formada por arquitetos, engenheiros e designers interessados numa proposta pioneira de expandir o conhecimento da madeira aplicada à construção civil brasileira, buscando assim corrigir uma falha significativa na formação dos profissionais do mercado brasileiro. O Projeto Integrado de conclusão do curso foi proposto aos alunos na forma de um trabalho coletivo de aplicação dos conceitos discutidos durante o curso, como o conhecimento do material e das tecnologias, logística de montagem, experimentação geométrica e estética da forma, dimensionamento, entre outros, além de permitir que os alunos tomassem contato real com o processo e as implicações das decisões de projeto. O Protótipo Experimental foi desenvolvido com o intuito de produzir um pequeno pavilhão que pudesse ser montado elementos modulares pré-fabricados de madeira. O pórtico tri articulado é construído em chapas de compensado de 30 mm, cortados em CNC, colados e aparafusados formando um conjunto único de pilar e viga que suporta os painéis de cobertura, produzidos com peças de mercado de 12×5 cm e chapas de compensado 12 mm. A conexão metálica da base em aço galvanizado a fogo suporta, além do pórtico, a estrutura do piso onde se apoiam painéis de deck de madeira nativa produzidos em fábrica. O conjunto projetado a partir de módulos de 2,40 m permite a repetição do pórtico e a adequação da área do pavilhão em função do espaço disponível para sua expansão. A equipe formada pelos alunos e professores do curso trabalhou na marcenaria do IPT, com auxílio do técnico responsável, para produzir as peças do protótipo. Apenas a usinagem dos pórticos foi feita externamente. Entender a complexidade e a dificuldade das soluções adotadas e utilizar a criatividade para encontrar soluções viáveis foram parte do desafio de produzir todos os elementos de forma a permitir uma montagem fácil e rápida no canteiro. O desenvolvimento do projeto e a produção do protótipo contaram com o apoio das empresas parceiras: Indusparquet, Rothoblaas, Immergrum, Montana Química, Osawa, Antoni Compensados, IBF, Amarante Madeiras, Formtap, Módulo Sequência, Mado Esquadrias, Omintrade.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

Módulo Tecnoíndia

Trata-se de um de projeto relacionado às áreas de arquitetura e engenharia civil, especificamente no campo das habitações de baixo custo e/ou habitações de emergência.

A construção de habitações de baixo custo com qualidade é uma questão que afeta milhares de famílias no Brasil. Os governos federal, estaduais e municipais, em seus programas de habitação, inclusive para os povos indígenas, utilizam de técnicas construtivas que em sua grande maioria, com raras exceções, adotam o uso de casas de alvenaria em tijolos cerâmicos ou blocos, resultando em longos prazos de execução e desperdício de materiais entre outros. O projeto apresentado utiliza a madeira como matéria prima; via de regra os agentes públicos financeiros, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, não financiam casas de madeira. O fundamento do sistema apresentado busca responder à demanda dos povos indígenas por habitação na sociedade contemporânea, estabelecendo um desenho capaz de ser entendido como desenho cultural uma vez que é referenciado nos desenhos das casas indígenas tradicionais. O sistema é modular, podendo também atender as situações de emergência, constituindo-se em uma alternativa de rápida execução, durabilidade e baixo custo de manutenção.

O projeto apresentado utiliza da madeira como matéria prima pelas qualidades do material, destacando o atributo de ser totalmente sustentável, pois que pode ser reposto no ambiente.

O sistema possui característica inovadora ao desenvolver todo o projeto referenciado no estudo das casas dos povos indígenas, onde a cobertura e as paredes de vedação constituem uma mesma estrutura definindo o próprio desenho da casa, configurada através do corte ogival tradicional das habitações indígenas. Nas casas urbanas convencionais, parede e cobertura constituem elementos separados.

O sistema apresentado estabelece o desenho de uma peça módulo de madeira, recortada a partir de tábuas com bitolas comerciais. O posicionamento das peças obedece a uma sequência que dá forma a um arco do tipo ogival, onde as duas partes do arco são montadas de modo a que cada parte seja constituída de cinco peças módulos, executadas em sequência.

Duas peças módulos são ligadas com outras duas usando uma peça módulo posicionada entre elas. A outra parte do arco ogival é construída da mesma forma e são ligadas as duas partes pela cumeeira. Todo o processo de ligação se faz através de parafusos.
Protótipo Módulo Tecnoíndia

O projeto do protótipo Módulo Tecnoíndia parte do desenho das tradicionais casas indígenas brasileiras, incorporando também as experiências do arquiteto francês Philibert D´Lorme (1514-1570).
Busca aliar o modo de construir das casas indígenas com as necessidades da sociedade contemporânea.

A partir de uma única peça módulo, que se justapõe, é constituído o pórtico ogival comum às casas indígenas.
Conjuntos de peças, ligadas através de parafusos e dispostas lado a lado, formam o pórtico estrutural que será repetido a cada 1,25 metros.

O Módulo Tecnoíndia é inovador e sustentável. A madeira utilizada demonstra atenção e respeito pelas tecnologias ancestrais. O desenho é simples e sofisticado. A estrutura modular permite montagem e desmontagem.

Desenvolvimento do projeto: Brasil e França

A união de experiências e técnicas construtivas pelo mundo está deixando as casas de terra cada vez mais econômicas, sustentáveis e belas!

São técnicas e pesquisas espalhadas por todo o mundo. Aqui temos um pouco da França, que com o Craterre/ENSAG, possui uma pós dedicada exclusivamente a arquitetura e construção com terra. Um pouco de outras partes do mundo, inclusive da África, nosso continente irmão, de onde vieram várias técnicas que se mesclaram com outras tantas já utilizadas pelos povos originários do Brasil.

As obras nacionais contemporâneas aqui expostas mostram um pouco da versatilidade do uso da terra. O MST que mobiliza mutirões para a construção de edificações em terra nos assentamentos. E algumas residências que ajudam a romper alguns paradigmas ainda presentes no Brasil. A casa pode ser de alto padrão ou sem padrão algum, apenas apropriadas ao seu contexto. Enfim, a terra está em todo lugar, sendo utilizada nos mais diversos formatos.

Nosso semicírculo expositivo tem a materialidade por dentro, num arco maior que 180 graus, porque no planeta mais da metade das casas é feita de terra.
Nos unimos aqui para difundir ao máximo esse conhecimento. Não existe uma grande indústria interessada no tema, logo, não existe publicidade. A terra quase sempre é gratuita. Está debaixo dos nossos pés. Ainda somos poucos, mas estamos muito seguros do que estamos fazendo. Além da casa ficar mais saudável, estamos emitindo muito menos CO2 durante e depois da construção. Nós, arquitetos e construtores, somos extremamente responsáveis pela degradação do planeta. A construção civil é uma das maiores responsáveis pela emissão de CO2 do planeta. Cabe a nós decidirmos o material construtivo que mais se adeque à necessidade urgente de mudarmos esse cenário.

CRAterre
A associação CRAterre tem uma longa experiência no acompanhamento técnico de projetos de construção com terra crua e projetos habitacionais para o maior número possível de pessoas, em diferentes contextos

NAP PLAC – Nucleo de Apoio a Pesquisa: Produção e Linguagem do Ambiente Construido / FAU USP

Argus Caruso Arquitetura
É um estúdio especializado em Arquitetura e Construção de Terra. Dirigido pelo Arq. Argus Caruso

Laboraterra Arquitetura
É um estúdio especializado em Arquitetura e Construção de Terra. Dirigido pelos Arq. Alain Briatte e Arq. Luciano Bottino.

Esta exposição foi realizada com apoio do Instituto Francês na ocasião da Saison França – Brasil

Desenvolvimento do projeto: Reino Unido

Fachada Respiratória Entrelaçada reimagina a arquitetura como um organismo vivo e adaptativo. Concebido como um sistema autorregulador, ele responde passivamente ao calor, à umidade e à chuva, aproveitando as propriedades higroscópicas da madeira. Sem eletricidade ou componentes mecânicos, seus elementos entrelaçados expandem e contraem com as mudanças atmosféricas, abrindo para ventilar, fechando para proteger e negociando continuamente com o clima circundante.

Em vez de depender de complexidade tecnológica ou controle artificial, o projeto recorre à inteligência intrínseca dos materiais naturais. Inspirada pelas técnicas tradicionais de cestaria, a fachada transforma a capacidade higroscópica inata da madeira em um tecido responsivo. Cada ponto funciona como um poro, apertando ou afrouxando com as mudanças ambientais, criando uma trama viva que respira com seu contexto.

Ao longo da bienal, a instalação permanecerá em movimento. Mudanças sutis na temperatura, umidade e até mesmo a presença de visitantes ativarão a fachada, transformando-a em uma performance lenta de coexistência com as forças naturais.

Em um momento de extremos climáticos e urgência ecológica, a Fachada Respiratória Entrelaçada oferece uma visão alternativa para o ambiente construído. Em vez de sistemas selados e isolados dependentes de infraestruturas intensivas em energia, ela imagina edifícios como membranas porosas — sensíveis, adaptativas e vivas. Esta abordagem bioinspirada propõe uma mudança radical em como projetamos e habitamos o espaço: uma arquitetura que não impõe controle, mas que ouve, sente e evolui em ressonância com os ritmos de seu ambiente.

Agradecimentos:
A Fachada Respiratória Entrelaçada foi desenvolvida por meio do projeto de pesquisa RESPIRE: Passive, Responsive, Variable Porosity Building Skins, financiado por uma bolsa de pesquisa do Leverhulme Trust. Agradecimentos especiais a Natalia Pynirtzi por sua contribuição para este trabalho; e a Oliver Perry e Nathan Hudson pelo suporte técnico. O projeto foi realizado em parceria com o Hub for Biotechnology in the Built Environment (HBBE, www.bbe.ac.uk), financiado pelo fundo Expanding Excellence in England (E3) da Research England.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

Este protótipo em escala 1:2 apresenta, em detalhe, um recorte da fachada do Platina 220, edifício projetado para a região do Tatuapé, em São Paulo. Ao trazer um fragmento construído, a exposição oferece ao visitante a possibilidade de compreender de perto a lógica construtiva e os materiais que compõem um edifício marcante na paisagem urbana da cidade de São Paulo.

Diferente da solução mais comum em edifícios corporativos — a pele de vidro contínua —, o Platina 220 adota um sistema de fachada ventilada. Nesse modelo, o revestimento externo em porcelanato é fixado à alvenaria por meio de um suporte metálico, criando entre as duas camadas uma cavidade por onde o ar circula. Essa solução, além de qualificar a expressão arquitetônica do edifício, atua de forma técnica e sustentável: a circulação constante do ar remove aproximadamente 20% do calor recebido, ampliando o isolamento térmico e reduzindo a carga de climatização interna.

A lógica construtiva se associa diretamente ao gesto arquitetônico. As aberturas, distribuídas de maneira não linear, somam-se a terraços dispostos em diferentes posições, criando uma volumetria singular. O prisma vertical do edifício parece, assim, esculpido pelos cheios e vazios da fachada, gerando dinamismo e uma leitura arquitetônica que vai além da repetição dos andares.

Outro aspecto marcante é o uso de tonalidades mais escuras no bloco mais baixo, que reforça visualmente a verticalidade da torre e produz a percepção de contrafortes — como se apoiassem a estrutura e conferissem solidez ao conjunto. Essa articulação entre técnica e forma contribui para um edifício de forte presença no tecido urbano, equilibrando racionalidade construtiva, eficiência energética e identidade plástica.

Na exposição, o protótipo não é apenas um exercício de representação. Ele funciona como uma chave de leitura do edifício real, aproximando o público da materialidade do projeto. Ao revelar a espessura da fachada, o sistema de fixação e a relação entre os planos, este recorte físico evidencia o quanto a arquitetura pode ser simultaneamente rigorosa, inovadora e sensível às demandas contemporâneas de conforto, sustentabilidade e expressão estética.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

O pavilhão de miriti idealizado pelo escritório de arquitetura paraense Guá Arquitetura, em parceria com o Atelier Miriti Sustentabilidade do mestre Joel Cordeiro, apresenta o miriti como tecnologia social e matéria de vanguarda. Originário da palmeira amazônica Mauritia flexuosa, o miriti habita, há gerações, a cultura de Abaetetuba, onde o artesanato em miriti sustenta famílias e mobiliza um repertório simbólico. Aqui, esse saber ancestral encontra a engenharia contemporânea e revela um material capaz de reconfigurar, a partir desse saber, o vocabulário da arquitetura do século XXI.

A leveza é argumento e prova. Pesquisas indicam que o pecíolo do miritizeiro é cerca de seis vezes mais leve que uma madeira comum, sem abrir mão da resistência e da durabilidade. Seu desempenho, quando beneficiado corretamente, supera a resistência do MDF comum. Essa relação entre peso e resistência organiza o sistema construtivo e define a espacialidade, fazendo do miriti uma promessa de nova materialidade sustentável e renovável.

Para este projeto, o miriti se apresenta de três formas diferentes, mostrando a versatilidade e construindo uma experiência construtiva inovadora. Na estrutura, o “MDF Cross Laminated Board” de miriti, desenvolvido com o mestre Joel Cordeiro (Miriti Sustentabilidade), comprova a robustez do laminado colado; camadas cruzadas estabilizam o material e distribuem esforços, convertendo leveza em rigidez. No perímetro, cortinas de talas exibem o miriti bruto, sem beneficiamento estrutural, criando filtros de luz e ventilação que vibram com o ar, demonstrando a sua leveza e caráter etéreo. Ao fundo, paredes translúcidas feitas pela Artesã Nazaré Alvino de papel artesanal de miriti, desenvolvido pelas artes, como um washi de miriti, revelam a versatilidade da fibra e o uso integral do material; inclusive o pó do beneficiamento retorna como insumo para o compósito.

Outro fato importante, o manejo é regenerativo. A matéria-prima vem do caule das folhas mais antigas, não se derruba a palmeira. A poda criteriosa, no tempo certo, estimula a brotação e mantém o ciclo produtivo, enquanto o desenho privilegia desmontagem, transporte leve e remontagem, estendendo a vida útil dos componentes. Assim, sustentabilidade deixa de ser adjetivo e torna-se método.

Há também um projeto econômico e cultural em curso. Desde 2022, a Guá pesquisa, ao lado de artesãs e artesãos de Abaetetuba, caminhos para ampliar o campo de aplicação do miriti na arquitetura e no design, elevando o valor percebido desse material, maximizando a renda, gerando visibilidade e reconhecimento às pessoas artesãs de Abaetetuba. A plataforma curatorial que rendeu prêmios sustenta este experimento e aponta para uma cadeia de valor redistributiva, em que a autoria é compartilhada e a floresta permanece em pé.

Ao adentrar o pavilhão, o visitante percebe camadas, o gesto manual, a engenharia das lâminas, a porosidade que convida o vento, a luz que atravessa as fibras e acende volumes. O conjunto é leve e ventilado, afirma que a inovação brota do encontro entre conhecimento tradicional e raciocínio arquitetônico. Se o século XXI exige materiais de baixo carbono e com significado, o miriti, leve, renovável e enraizado, apresenta-se como material do futuro.

Este pavilhão é o seu manifesto, ensaio de uma arquitetura que aprende com a floresta e devolve valor, cuidado e permanência.

Desenvolvimento do projeto: Brasil

A Ecosapiens é um ateliê multidisciplinar focado na construção de ambientes saudáveis. Atua com projetos e obras ecológicos na escala das tecnologias, edificações e territórios, integrando pessoas e natureza.

Nesta instalação apresentamos uma resposta ao mundo aquecido por meio da construção com cânhamo, espécie vegetal que durante seu desenvolvimento captura CO2 da atmosfera.

Quando suas fibras são usadas no hempcrete (mistura de cânhamo com cal) o carbono capturado fica armazenado na construção por décadas, podendo no fim ter um saldo positivo de carbono resultando numa construção de baixo impacto ambiental que ajuda a mitigar as mudanças climáticas.

A instalação combina um módulo pré-fabricado em painéis de madeira, cal e cânhamo e outro módulo com tijolos edificados in loco, evidenciando-se a versatilidade da técnica utilizada nas construções como vedação, muito eficiente do ponto de vista térmico e acústico.

Além do cânhamo, no Brasil faz sentido pensar em construir com outras fibras tais como cana e coco que misturadas com a cal apresentam caraterísticas semelhantes ao hempcrete.

No Brasil o cânhamo é produzido por associações para fins terapêuticos cujo valor medicinal é incontestável e sua fibra, justamente o material usado nas construções, ainda é um subproduto sem uso.

Como não temos tradição no cultivo industrial do cânhamo, sua produção agroecológica desenha uma cadeia de valor social essencial permitindo com que pequenos agricultores permaneçam no campo com dignidade.

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

Imaginar um artefato efêmero.
Arquitetônico, sim, mas fugaz.
Um corpo erguido no tempo, um espaço suspenso entre extremos —
onde o meio ambiente deixa de ser apenas cenário e passa a ser personagem.

O que está em jogo?
Quais acordos urgem ser firmados para que a vida prossiga neste mundo que ainda conhecemos?

Como trazer à mesa palavras simples, mas pesadas de sentido: generosidade, empatia, comprometimento, respeito e um norte comum?

Como reatar os laços com a natureza?
Como permitir que o feito pelo homem se curve à força do natural?

Para isso, desenhamos símbolos.
Imaginamos um espaço concêntrico, que convida ao centro, que atrai.

Um interior contido, íntimo, proporções que abraçam, limites que espelham.

Mas não espelhos nítidos — reflexos borrados, difusos, onde as faces se perdem e as presenças se misturam.
Uma sugestão de que não estamos sós.
De que o outro nos habita.

Há dois acessos.
Duas portas.
Duas travessias possíveis.

Ambas interrompidas.
Ambas apontando para lados de um mesmo todo.

Um espaço dividido — simétrico e espelhado.

Ao centro, uma mesa.
Barreira e ponto de encontro.
Convite à conversa.
Lugar de disputa.

Sobre ela, repousa uma natureza contida, controlada.

Ela será pauta.
Ela será prova.

Acima, um céu artificial.
A cúpula do Palácio das Artes, aonde a luz não vem do sol, mas de uma vontade construída.

Essa natureza, presa no tempo desse artefato, provoca.
Resiste.
Depende.

Quem cuidará dela?
De que lado virá a responsabilidade?

O que está em risco neste recinto?
O que se negocia nesta sala?

Implantação do projeto: Brasil
Desenvolvimento do projeto: Brasil

A proposta expositiva prevê discutir a possibilidade da construção em larga escala com elementos pré-fabricados em terra e palha para um caminho de construção sustentável realizável, de modo facilitado.

A ideia da reprodução seriada do artefato que, não por isso, traduz-se em sistemas industrializados de produção.

Ao contrário, olhamos para o popular e o trabalho do artífice, ou seja, a reprodutibilidade segundo o gesto manual com suas virtudes específicas.

Terra e palha: materialidades domésticas da cultura humana, são recursos construtivos abundantes nos territórios e, somados, conformam um amálgama oportuno para a arquitetura capaz de autoestruturar blocos pré-fabricados.

Segundo o último Censo do IBGE, de 2022, em 87,9% dos domicílios do Brasil o material das paredes externas era alvenaria ou taipa com revestimento, 7,2% era alvenaria sem revestimento e 4,1% em madeira para construção. Essa materialidade é, portanto, um dos maiores recursos construtivos disponíveis no País.

Apresentamos o ensaio de um sistema construtivo para paredes portantes em taipa de pilão leve, de modo a contribuir no desenvolvimento da técnica e suas aplicações: um bloco de dimensões 30x30x20cm, de 30kg de peso e capacidade de carga de pressão simples de 8400kg a 15000kg (14 a 25kg/cm²).

Diferentemente das experiências em pré-fabricação de taipa de pilão estrangeiras, sobretudo a austríaca, sob o comando do engenheiro Martin Rauch, as qual há um apelo por eficiência mecanizada em peças de grandes dimensões, buscou-se aqui uma aproximação conceitual com a pesquisa do arquiteto brasileiro João Filgueiras Lima, na qual toda peça deve ser dimensionada para ser carregada pelas mãos de quem atua no canteiro de obras.

TOUR VIRTUAL DA 14ª BIAsp 

A 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, Extremos: Arquiteturas para um mundo quente, se expandiu para além do espaço físico e agora pode ser visitada de qualquer lugar! 

O tour virtual propõe uma nova leitura da exposição, que ocorreu de 18 de setembro a 19 de outubro na Oca no Parque Ibirapuera, permitindo percursos de forma fluida, livre e intuitiva entre os ambientes. Durante a visita estão disponíveis os conteúdos curatoriais, imagens em alta definição e detalhes que aprofundam a compreensão espacial e conceitual das obras. 

A plataforma amplia o acesso, preserva a memória da Bienal e cria novas formas de vivenciar a arquitetura. 

Visite aqui a 14ª BIAsp!  

Explore no seu próprio ritmo, revisite percursos e aprofunde experiências. 

Em breve o tour virtual estará disponível no site do IABsp (Instituto de Arquitetos do Brasil – dep. São Paulo)