Palestras e debate com José Renato Nalini (Secretário de Mudanças Climáticas), Edmilson Dias de Freitas (Instituto de Astrofísica, Geofísca e Ciências Atmosféricas USP-Brasil), Maria de Fátima Andrade (Instituto de Astrofísica, Geofísca e Ciências Atmosféricas USP-Brasil). Mediação de Renato Anelli (Universidade Presbiteriana Mackenzie e Curador da 14ª BIAsp) e Judith Johanna Hoelzemann.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas aqui.

A seleção será feita por ordem de inscrição.

As inscrições estarão abertas até o inicio da atividade, no local, desde que haja vagas disponíveis.

Palestras e debate com Tércio Ambrizzi (Instituto de Ambiente e Energia  USP- Brasil), Stelio Marras (Instituto de Estudos Brasileiros USP-Brasil) e mediação de Maria de Fátima Andrade (coordenadora do Klimapolis)

Gratuito

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Pesquisadores: Judith, Jean, Thallysson, Ricardo, Roney

Resumo:

A pesquisa propõe o desenvolvimento e implementação de uma estratégia integrada de monitoramento sistemático da qualidade do ar urbano na cidade de Natal-RN. A metodologia baseia-se na instalação de equipamentos padrão e de baixo custo, capazes de registrar dados de poluentes atmosféricos, tais como material particulado fino (PM2,5 e PM10). A organização do trabalho contempla a aquisição, calibração e operação contínua desses sensores, além da estruturação de uma rede de monitoramento distribuída estrategicamente em pontos críticos da malha urbana, com ênfase em áreas de maior vulnerabilidade social e maior fluxo veicular. 

O projeto adota uma abordagem transdisciplinar, integrando conhecimentos oriundos da física atmosférica, modelagem ambiental, saúde pública e Engenharia Sanitária e Ambiental. Essa articulação interdisciplinar é fundamental para compreender a dinâmica dos poluentes em escala urbana, suas fontes, dispersão e os efeitos diretos e indiretos sobre a saúde da população. A modelagem matemática e computacional dos dados coletados permite simular cenários futuros e subsidiar ações de controle e mitigação de emissões, especialmente em função de mudanças no uso e ocupação do solo, crescimento urbano e políticas de mobilidade. 

Entre os principais desafios urbanos enfrentados pelo projeto, destacam-se: (1) a ausência de uma cultura consolidada de monitoramento da qualidade do ar em escala municipal; (2) a dificuldade de incorporação desses dados em políticas públicas efetivas de controle de emissões atmosféricas e planejamento urbano; e (3) a carência de envolvimento comunitário em ações voltadas à sustentabilidade ambiental. Neste sentido, uma das metas do projeto é estabelecer uma cultura local de monitoramento ambiental participativo, com estratégias futuras de envolvimento da comunidade, escolas e instituições públicas e privadas. 

Do ponto de vista da sustentabilidade, o projeto aborda diretamente três pilares fundamentais: cidades sustentáveis, meio ambiente e saúde pública. Ao promover um monitoramento acessível e contínuo da qualidade do ar, espera-se produzir evidências que sustentem políticas públicas mais inclusivas e eficazes, contribuindo para a redução da exposição a poluentes e seus impactos sobre doenças respiratórias, cardiovasculares e neurodegenerativas, especialmente em populações mais sensíveis. 

O experimento se relaciona diretamente com a cidade ao propor a criação de uma lógica territorial de monitoramento ambiental, utilizando os dados obtidos para subsidiar a tomada de decisão por parte do poder público e da sociedade civil. Os resultados poderão indicar zonas críticas de poluição, períodos de maior risco à 

saúde e potenciais soluções baseadas na natureza ou em infraestrutura verde para mitigação da poluição atmosférica e sonora. 

Por fim, o projeto também visa formar uma base científica robusta, passível de replicação em outras cidades brasileiras de médio porte, e fomentar a formação de estudantes em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável urbano. Ao articular ciência, tecnologia e participação cidadã, busca-se consolidar um modelo de cidade mais resiliente, saudável e ambientalmente equilibrada, alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima).

Gratuito

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Pesquisadores: Sarah de Andrade e Andrade, Ruth Maria da Costa Ataíde, Venerando Amaro Eustáquio, Zoraide Sousa Pessoa

Resumo:

O projeto intitulado “Mudanças do clima e as vivências e saberes no espaço local: um Experimento de Mundo Real em Ponta Negra, Natal/RN” – reduzido, para referência, pela palavra VIVERES – está vinculado ao projeto de extensão Fórum Direito à Cidade** e ao projeto de pesquisa “Áreas urbanas brasileiras em perspectiva transdisciplinar: avaliação, cenários e soluções para adaptação às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável” do INCT Klimapolis. 

As transformações no comportamento do clima geradas pela atuação antrópica, tem gerado fortes impactos à vida humana e não humana ao redor do mundo. Não por acaso, os países, territórios, cidades e espaços mais vulnerabilizados, e que normalmente pouco contribuem com a emissão de Gases do Efeito Estufa – GEE, são aqueles que mais sofrem com os eventos extremos (CEPAL, 2011). A isso associa-se às consequências materiais e imateriais de um modelo predatório (quase universal) de urbanização que impede, sobretudo, no Brasil, o alcance do desenvolvimento urbano sustentável. 

Diante do desafio de adaptar o modo de vida contemporâneo, especialmente nas cidades, ao enfrentamento de tais eventos, as pesquisas aplicadas – como aquelas desenvolvidas em Laboratórios de Mundo Real – LMR -, são importantes instrumentos de desenvolvimento de soluções baseadas na ciência, respeitando, ao mesmo tempo, a identidade, a realidade e as experiências daqueles que vivem nos territórios em discussão. 

Nos LMR, são desenvolvidos os Experimentos de Mundo Real – EMR, uma abordagem que combina diversos tipos de conhecimento para capacitar lideranças na condução de melhorias em suas localidades, impulsionando o desenvolvimento urbano sustentável em nível local (Experimento de Mundo Real, s/d). Apesar de manter sua terminologia, os Laboratórios e Experimentos não se dão nos limites dos tradicionais laboratórios científicos. Ao contrário, buscam o estudo e a experimentação em ambientes que não podem ser controlados, considerando a complexidade inerente aos sistemas sociais, ambientais e tecnológicos, para a troca de saberes e a coprodução do conhecimento. Dessa forma, são importantes tanto o produto – o protótipo, a simulação, a política, o plano, o projeto, a obra, etc. – quanto o processo e as aprendizagens por ele proporcionadas. 

Nesse sentido, o projeto VIVERES está amparado pela intenção de criar um ambiente compartilhado para reflexão e construção de soluções de adaptação para o bairro e a orla da Praia de Ponta Negra. Ali, no ano de 2024, foi implementada a 

maior obra de adaptação climática da cidade de Natal – capital do Rio Grande do Norte -, o aterro hidráulico ou engorda da Praia de Ponta Negra. 

O processo que resultou na obra, iniciado ainda em 2012, foi uma espécie de porta de entrada para aprofundar os contatos e estreitar os laços entre professores-pesquisadores-extensionistas do Departamento de Arquitetura, Políticas Públicas e Engenharia Civil e Ambiental. Tal aproximação e a afinidade entre as abordagens metodológicas utilizadas em seus respectivos projetos, resultou na parceria entre o projeto de extensão Fórum Direito à Cidade e o INCT Klimapolis. Estes compõem o “núcleo acadêmico” do EMR. 

Conformando o “núcleo comunitário” do projeto, estão os agentes sociais engajados em entidades e grupos populares de luta por melhores condições de vida no bairro e na Vila de Ponta Negra, uma das Áreas Especiais de Interesse Social – AEIS da localidade, bem como pela atenção às suas vozes no planejamento e gestão do território. Diante desta problemática, ou seja, a desconsideração, pelo poder público, das vivências e saberes locais na implementação do aterro hidráulico da Praia de Ponta Negra, juntos, os grupos co-criaram (Schäpke et al.,2018), como estratégia de enfrentamento, um instrumento de planejamento popular e gestão urbana baseadas na ciência para enfrentar a crise ecológica. Trata-se do Plano Setorial Urbanístico- Ambiental à luz da emergência climática. 

Iniciando seu segundo ano de atividades, o projeto VIVERES vem realizando um conjunto de oficinas, conduzidas por ferramentas de cartografia social, como um exercício de coprodução (Schäpke et al.,2018) do Plano Setorial popular. Isso porque os cenários vividos e os desejados/futuros – elaborados por meio de outro modo de ocupar/viver o espaço – postos nas oficinas de diálogo, são o combustível para a construção das medidas de adaptação do território. Estas serão sistematizadas pelos agentes acadêmicos e validadas (ou não) em oficinas de devolutiva, pelo conjunto de agentes do EMR. 

Quanto ao caráter experimental da proposta – buscando ir além da geração de conhecimento teórico, sem prescindi-lo (Schäpke et al., 2018) – entende-se que este será dado pelo desenho/projeto/simulação das medidas de adaptação do setor, etapa ainda não realizada. 

Sobre os papéis dos agentes e seu impacto nos procedimentos metodológicos, importa mencionar que, aparentemente, a literatura internacional sobre os LMRs e EMRs, quase sempre versa sobre agentes locais “profissionais”, com algum conhecimento técnico e atuação na área da pesquisa. Aqui, no entanto, trata-se de um conjunto heterogêneo de moradores, trabalhadores e ativistas socioambientais, buscando criar um produto que lhes represente no contexto de uma governança para o desenvolvimento sustentável. 

Observado o potencial para promover ações de impacto e empoderamento local, a estreita relação/dependência entre contexto, processo e produto acaba por o limitar o potencial de generalização das estratégias adotadas pelo projeto VIVERES. A limitação, no entanto, não lhe é particular, sendo também registrada na literatura internacional. Deste ponto de vista, o processo de avaliação do projeto deve “[…] implicar o enfraquecimento de critérios clássicos de qualidade, como a fiabilidade e a validade externa, em nome de uma maior validade ecológica (o contexto do estudo aproxima-se do mundo real)”(Schäpke et al., 2018, p. 106). 

Finalizando esta breve reflexão sobre o ciclo de co-criação/co-produção/co-avaliação (Schäpke et al., 2018) do projeto VIVERES, entende-se que, devido à natureza da metodologia e seu ponto de partida, uma problemática real, os processos de avaliação focados apenas nos resultados tangíveis e documentáveis/documentados, podem não alcançar seus reais impactos. Assim, também é importante focar/avaliar os limites e possibilidades da metodologia de escuta; a potência e qualidade das relações desenvolvidas entre os agentes participantes; a impulsão dos processos de engajamento popular e empoderamento das lideranças locais, bem como da incorporação de novos ativistas à pauta das mudanças do clima; a consolidação ou ampliação do conhecimento acerca das mudanças climáticas; a apropriação de ferramentas de governança urbana, dentre outros. 

** Ancorado no Laboratório de Habitação – LabHabitat do DARQ/UFRN, baseia suas atividades no princípio da gestão democrática da cidade, construindo junto com os habitantes dos territórios populares de Natal, estratégias para, por um lado, reafirmar e fazer cumprir, pelo poder público, as conquistas sociais institucionalizadas sob a forma do direito à moradia, ao transporte, ao lazer, etc., e, por outro, contribuir para o fortalecimento da política de base comunitária, capaz de construir narrativas e ações criativas, contra hegemônicas. O Fórum mantem, desde sua criação, em 2018, parceria com o Instituto de Políticas Públicas (IPP/UFRN) e o INCT Observatório das Metrópoles Núcleo Natal. Mais recentemente, desde 2023, também se coloca como parceiro do INCT Klimapolis.

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Pesquisadores: Venerando Eustáquio Amaro, Afonso Celso Vanoni De Castro, Ana Marcelino 

Resumo: 

As zonas costeiras brasileiras, com alta importância ecológica e socioeconômica, são vulneráveis às mudanças climáticas, especialmente ao aumento do nível do mar, que agrava a erosão, alagamentos e intrusão salina, afetando infraestrutura, agricultura e comunidades pesqueiras. No Nordeste, intensifica-se a energia das ondas, com eventos extremos como ressacas e chuvas intensas, ameaçando manguezais, estuários e infraestrutura costeira. 

O RN destaca-se por não ter territórios indígenas reconhecidos. Nesse cenário, famílias da zona costeira de Sagi, Baía Formosa, reivindicam reconhecimento como etnia Potiguara de Sagi. O processo na FUNAI enfrenta entraves como a falta de consenso sobre limites territoriais e os efeitos da pandemia. A ausência histórica de estudos sobre indígenas no RN contribui para esse panorama. 

A comunidade Sagi Trabanda, com 232 famílias, possui economia baseada em pesca, agricultura e turismo. A degradação ambiental ameaça essas atividades, com desmatamento de manguezais, expansão da monocultura canavieira, barramentos de lagoas e contaminação por agrotóxicos, além da construção de infraestrutura que impacta a maré e o acesso aos recursos pesqueiros, comprometendo sua sobrevivência. 

A comunidade Sagi Jacu, com 41 famílias, ocupa área ribeirinha às margens do rio Pau-Brasil. Dificuldades de acesso e serviços básicos levaram moradores a se aproximarem da cidade. Enfrentam conflitos fundiários com empresas agrícolas e de carcinicultura, o que afeta sua produção agrícola e manutenção da subsistência. A ausência de demarcação territorial formal gera insegurança constante. 

Por fim, a integridade dos ecossistemas litorâneos é vital para a subsistência das comunidades tradicionais. A demarcação de terras e o respeito aos direitos dessas populações são essenciais para a preservação da biodiversidade e resiliência ecológica. Um modelo sustentável de desenvolvimento deve integrar saberes tradicionais e científicos, com ordenamento territorial e gestão ambiental eficaz. 

Nesse sentido, o grupo de geólogos e arquitetos orientados por lideranças indígenas realizaram estudos no território, definindo áreas de risco em relação às marés e ao aumento do nível do mar, e determinando áreas seguras e imunes para a realocação das barracas. A equipe desenvolveu oficinas de cocriação com a comunidade, aplicando a metodologia EMR. 

Considerando as condições socioambientais, trabalhamos em parceria com as comunidades indígenas procurando construir diálogos que resgatassem os saberes ancestrais a proposições de SBNs para a instalação das barracas. 

Considerando a relação risco x custo, definiu-se que estruturas rígidas (como cozinhas) devem estar protegidas fora das áreas de risco, enquanto estruturas moles ou flexíveis (como varandas de atendimento e estar) podem se aproximar da praia, dispensando a integração física entre cozinha e atendimento. 

Na cultura indígena a gestão de espaços e recursos, são geralmente comunais e articulam regras coletivas e familiares de gestão, daí desenvolveu-se a hipótese de “cozinha central”, preservando um espaço individual composto de cozinha e depósito para cada família, como em um mercado de peixes. 

Essa cozinha contará com infraestrutura sanitária de Bacias de Evapotranspiração (BET) ou Tanques de Evapotranspiração (TEVAP) com absorção e evapotranspiração de plantas, como a bananeira, para filtrar a água residual, contribuindo para redução da poluição dos aquíferos da região. Outros dispositivos SBN serão implantados, como coberturas verdes, sistema de cisternas para armazenamento de águas pluviais destinados à irrigação de jardins, limpeza de pisos e outros usos que não necessitem de água potável. 

Quanto às técnicas construtivas e a materialidade, propõe-se o uso de técnicas vernaculares: construções em barro, estruturas em madeira nativa bruta e cobertura com palhas naturais; com adaptações para atender a quesitos de segurança e salubridade. 

Adotando alternativas decolonizadoras para a manutenção das comunidades indígenas do Sagi que desafiam a dicotomia entre natureza e cultura, a proposta promove resistência e justiça racial e ambiental.

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Pesquisadores: Loyde Vieira De Abreu Harbich, Mariana Zuliani Theodoro de Lima, Sasquia Hizuru Obata, Anny Cardeli, Ariella Cristine Cabezas Piffer, Pérola Felipette Brocaneli, Andre Luiz Nery Figueiredo, José Alonso Pajuelo Bravo, Thiago Oliveira Leite, Taizy de Jesus Santos, Luan Fagner de Almeida Esteves, Júlia Tiemi Martins Goia

Resumo:

Para enfrentar os desafios da escassez hídrica, ações de extensão universitária desempenham um papel estratégico na promoção de soluções sustentáveis e na aproximação entre pesquisadores e comunidades em situação de vulnerabilidade. Em Portada de Manchay II — uma área urbanizada nos arredores de Lima, Peru — líderes locais buscaram apoio da Universidad Científica del Sur para elaborar um projeto de requalificação de espaços públicos com foco em sustentabilidade. Como diferencial, foram incorporados coletores atmosféricos de água de nevoeiro como solução alternativa para irrigação. 

O objetivo central foi criar uma área verde funcional e resiliente, conectando o saber acadêmico às necessidades reais da população e contribuindo diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU como 1, 2, 6, 9, 11 e 13, 17. 

A metodologia para esse experimento de mundo real envolve as etapas: 

Etapa 1: Planejamento paisagístico e territorial participativo 

Essa etapa consistiu em encontros participativos entre professores, alunos, lideranças comunitárias e demais interessados para mapear as necessidades de uso comum em Portada de Manchay II – incluindo hortas comunitárias, playground, espaços multiuso, sanitários, quadra esportiva, áreas de passeio e a preservação da Gruta do Santo. O programa de necessidades foi alinhado aos ODS 2 (Fome Zero), 3 (Saúde e Bem-Estar), 6 (Água Limpa e Saneamento), 11 (Cidades Sustentáveis), 13 (Ação Climática) e 15 (Vida Terrestre). Considerando as fortes declividades do terreno, propôs-se um sistema de rampas que conecta a quadra, os espaços multiuso, as hortas, a Gruta do Santo e o mirante, melhorando a circulação de pedestres. O principal desafio identificado foi a escassez hídrica local: embora as 60 famílias sejam abastecidas por caminhões-pipa, a irrigação das hortas e a manutenção das áreas verdes demandam soluções mais permanentes.

Etapa 2: Pesquisa aplicada sobre coletores de água de nevoeiro. 

No escopo teórico, o protótipo baseado em nanotubos de carbono desenvolvido por Ouellet (2020) na Universidade Politécnica de Montreal revelou lacunas de estudo quanto ao impacto do clima, da poluição e do vento sobre os nanotubos, além de 

sua tendência a absorver poluentes. Paralelamente, o Plano Metropolitano de Lima 2040 identificou que distritos como San Juan de Lurigancho, Lurigancho, Villa María del Triunfo e Lima Balneários del Sur sofrem déficit de água potável devido à falta de redes de distribuição e oferta insuficiente. Esses problemas são agravados pelo relatório da SUNASS, citado em El Peruano (2024), que aponta degradação dos rios Rímac, Chillón e Lurín por ocupações irregulares, contaminação industrial e expansão urbana desordenada em áreas distantes das estações de tratamento. 

Etapa 3: Protótipos testados em campo 

A fase de prototipagem consiste na construção de modelos experimentais, testando materiais hidrofílicos, estruturas aerodinâmicas e mecanismos de drenagem. Nessa etapa, técnicas como impressão 3D e simulações computacionais ajudam a visualizar e ajustar o desempenho do dispositivo. Essa etapa envolveu alunos do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da UCSur. Os protótipos desenvolvidos pelos alunos da FAU Mackenzie agora estão na fase de testes. 

Etapa 4: Experimento de Mundo Real 

A equipe observou que a malha original não retinha vapor em quantidade suficiente e a substituiu por uma Rashel de 35% para melhorar a eficiência de coleta. Em 5 de junho de 2025, durante uma visita técnica à Portada de Manchay II e arredores, verificou-se que a neblina se forma entre 750 e 900 metros de altitude, faixa incompatível com o local. Por isso, o protótipo foi instalado no quintal de um morador de Buena Vista de Manchay, a 850 metros de altitude e com umidade próxima a 100%, o que permitiu testar o dispositivo em condições reais e coletar dados de campo. 

Sob coordenação do professor José Alonso Pajuelo Bravo, esses experimentos validaram o design e esclareceram as variáveis microclimáticas cruciais para a implementação de coletores de neblina em áreas periféricas. Em seguida, a equipe desenvolveu um segundo protótipo, e atualmente dois coletores estão em operação em Portada de Manchay II, fornecendo água para os biohortos de duas famílias. 

Conclusões 

Estudos sobre captação de água de neblina mostraram que coletores convencionais funcionam bem em condições de umidade, mas perdem eficiência na estação seca. Para solucionar isso, as professoras Pérola F. Brocaneli e Verioska V. Urquizo criaram um projeto paisagístico que utiliza uma “atrapaniebla” de baixo custo e complexidade. Já os alunos de iniciação científica da Mackenzie, orientados pela Prof. Loyde A. Harbich, iteraram novos protótipos com malha Rashel a 35%, impressão 3D e simulações computacionais—resultando em maior retenção de vapor. 

Testes de campo entre 750 e 900 m de altitude, com umidade próxima a 100 %, e ensaios junto a moradores de Buena Vista de Manchay comprovaram coleta contínua de água. Um vídeo tutorial ensina a construção caseira dos coletores para abastecer biohortos e áreas verdes. O pedido de patente na Universidad Científica del Sur protege a tecnologia, e a autorização para instalar um protótipo in loco representa um marco na validação e futura expansão dessa solução sustentável.

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Cerimônia de abertura

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Pesquisadores: Karinne Deusdará, Jonathan Mota, Coca e Vanessa, Joana Darc de Medeiros, Adelena Maia, Sandra Saad, Andreia Lema, Heber, Wagna Moura

Resumo:

INTRODUÇÃO: Laboratórios de Mundo Real (LMRs) são espaços experimentais em territórios reais, voltados à produção de conhecimento transdisciplinar e à construção de soluções sustentáveis com participação ativa da sociedade. Neles, o entendimento compartilhado dos problemas e os processos de aprendizado científico e social são tão relevantes quanto os resultados práticos alcançados (Kohler et al. 2021; Bernert et al. 2024). Essa abordagem reconhece que, além dos dados técnicos e da capacidade institucional, é essencial que as comunidades envolvidas identifiquem coletivamente as causas estruturais dos desafios, favorecendo soluções mais justas e exequíveis (Parodi et al. 2023).

Nesse contexto, o LMR na bacia do rio Pitimbu, na região metropolitana de Natal/RN, foi criado para enfrentar os desafios da segurança hídrica diante da urbanização, da degradação ambiental e das pressões climáticas. A bacia sofre com uso desordenado do solo, poluição hídrica e fragilidade das instâncias de governança, com baixa participação social e limitada atuação do comitê de bacia. Esses fatores colocam em risco o abastecimento de água de parte significativa da população de Natal e Parnamirim (NATAL 2024). 

O objetivo principal do laboratório é desenvolver estratégias de gestão e governança participativa voltadas à proteção dos recursos hídricos e valorização dos serviços ecossistêmicos. Para isso, busca-se: (1) avaliar os impactos da urbanização e das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos da bacia; (2) desenvolver ações de educação ambiental e mobilização social; (3) fortalecer a participação comunitária nas instâncias de governança da água; e (4) propor um programa de pagamento por serviços ambientais (PSA) voltado à conservação da nascente do rio. 

METODOLOGIA: O LMR adota abordagem transdisciplinar, unindo métodos técnicos e participativos. Para a meta 1, são aplicados modelagem hidrológica com o modelo SWAT e monitoramento instrumental. As ações da meta 2 incluem oficinas, aulas de campo e materiais educativos. A meta 3 avança por rodas de conversa e articulação com o comitê. A proposta de PSA, da meta 4, ainda em construção, baseia-se em diagnósticos socioambientais e diálogo com moradores da nascente. 

RESULTADOS PARCIAIS E CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados parciais evidenciam que a abordagem em LMR tem contribuído para integrar dados científicos e saberes locais, promovendo avanços tanto na produção de conhecimento quanto no engajamento social. As atividades de modelagem hidrológica, ainda em desenvolvimento, indicam áreas críticas para o escoamento superficial e reforçam a importância das zonas de recarga da bacia. Sensores de medição de nível do rio foram instalados, permitindo monitoramento contínuo e reduzindo a lacuna histórica de dados. 

As atividades educativas revelaram baixo grau de identificação da população com o rio Pitimbu, mas demonstraram alto potencial de transformação por meio de ações continuadas. Durante a aula de campo, observou-se o uso inadequado de resíduos de construção civil como forma improvisada de contenção da erosão pluvial, prática que, embora indique esforço local, acarreta riscos ambientais relevantes por contribuir com o assoreamento e a poluição do curso d’água. 

A aproximação com a comunidade da nascente, especialmente o Quilombo dos Palmares II, mostrou forte disposição para práticas conservacionistas, abrindo caminho para a construção coletiva de um programa de PSA. Essas ações apontam que os LMRs podem impulsionar soluções mais justas e eficazes para os desafios da gestão da água, sobretudo em regiões urbanas e periurbanas vulneráveis. A continuidade e o aprofundamento das estratégias de governança, aliados ao apoio institucional e financeiro, serão fundamentais para garantir os avanços já iniciados e ampliar os impactos positivos sobre a segurança hídrica da região.

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Urbanismo Climático e Resiliência

Simultaneamente à transição energética e regeneração ambiental que, mesmo se feitas plenamente agora, só terão impacto no médio e longo prazo, precisamos transformar nossas cidades e territórios e mudar a maneira como os fazemos rapidamente, removendo o mínimo de pessoas das suas comunidades. Hoje, nossas cidades são cobertas por concreto e asfalto que impedem a água de penetrar no solo, aumentam seu acúmulo e velocidade. É urgente
que a adaptação climática seja produzida por meio de
uso de infraestruturas multifuncionais de resiliência urbana
com os elementos naturais de terreno, vegetação, e água como tecnologias construtivas combinadas com a aplicação precisa de materiais duros, como o concreto. Isso permite a água penetrar no solo, ser absorvida por vegetação capaz
de inchar, diminuir sua velocidade, e acumular em áreas designadas para serem inundadas junto com redes construídas de drenagem, ou proteções ao aumento do nível do mar, como partes de espaços públicos verdes, enquanto se aumenta o número de árvores para diminuir a temperatura e poluição urbanas. Essas mesmas infraestruturas também têm de ser capazes de armazenar água, habilitando-a a ser espremida de volta para superfície durante secas prolongadas e acopladas a investimentos em reuso de água, saneamento, reflorestamento urbano e energia limpa, integrando adaptação, mitigação e inclusão. À síntese destas práticas com o Urbanismo Social de Medellín e novas tecnologias de resiliência desenvolvidas no Parque Sitiê por equipe de Harvard e MIT com a comunidade do Vidigal, RJ, RJ, dá-se o nome de Urbanismo Climático. Estratégia desenvolvida pelos criadores destas iniciativas em parceria com lideranças da gestão Bloomberg em NYC, este mesmo grupo desenvolveu na favela carioca instrumento de antecipação urbana, a tecnologia de Modelagem 4D.

Ficha Técnica:
> Pedro Henrique H.F. de Christo: Principal +D, 4D e Coordenador do Harvard Climate Urban Resilience Brazil Group
> Diane Davis: Charles Dyer Norton; Professor of Regional Planning and Urbanism na Harvard Graduate School of Design e Co-coordenadora do Harvard Climate Urban Resilience Brazil Group
> Carlos Leite: Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mckenzie e Co- coordenador do Harvard Climate Urban Resilience Brazil Group
> Elena Tudela: ORU-Office of Urban Resilience
> Paulo Artaxo: IPCC-ONU e CEAS-USP

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níveis.

Toda cidade de se transforma. Na escala da casa, os filhos se tornam mais velhos e se mudam, liberando quartos que se transformam em escritórios; os pais envelhecem, abandonando casas para voltar a morar em companhia de filhos ou cuidadores. Pequenas mudanças no plano diretor fazem com que casas percam seu valor de imóvel para serem vistas apenas como terrenos – grandes demolições abrem caminho para novos moradores ou para o mercado de investimentos. No setor comercial, lojas de shopping rotacionam em alta velocidade para acompanhar tendências enquanto escritórios de empresas fecham e abrem com a fluidez imaterial da bolsa de valores. Por trás de um mundo contemporâneo dito digital, ao qual se associam palavras imateriais como nuvens e líquidos, persiste um universo material que, por conveniência, esquecemos.

A expressão mina urbana se popularizou em discussões sobre ecologia, sustentabilidade, e economia circular. O conceito – de que os espaços de extração do futuro estejam localizados na própria cidade – entretanto, é uma realidade distante. Não sabemos desejar e transformar o que temos; projetar a partir do que existe. O debate com líderes da economia circular no contexto da arquitetura e do design pretende iluminar estratégias para construir com o que já existe.

Participantes:

Maarten Gielen é um designer e pesquisador belga dedicado a transformar a forma como os materiais são utilizados na arquitetura e na construção. Em 2006, cofundou o estúdio Rotor e, em 2014, o escritório associado Rotor DC (Deconstruction). Atualmente, trabalha no estúdio de design Halfwerk. Maarten recebeu o Prêmio Maaskant para Jovens Arquitetos, um dos mais importantes do gênero no Benelux. Ele leciona com frequência em escolas de arquitetura e design na Europa, Ásia e Estados Unidos.

Jörg Schröder:
Jörg Schröder é professor de Projeto Territorial e Planejamento Urbano na Universidade Leibniz de Hannover (LUH) desde 2012. Sua pesquisa aborda dinâmicas inovadoras das interações entre espaço e sociedade, voltadas para processos de inovação em direção à sustentabilidade e neutralidade climática, bem como para a transformação social, econômica e cultural. Atualmente, é coordenador da CiD Circular Design Innovation Alliance, financiada pela União Europeia, que trabalha na forma de posicionar a economia circular para a regeneração urbana.

Pedro Alban (mediador):
Pedro Alban (Salvador, 1993) é artista visual e arquiteto formado na Universidade Federal da Bahia com mestrado na Universidade Católica do Chile. Sua pesquisa se debruça sobre o universo da construção e seus processos práticos ou subjetivos – fluxos materiais, implicações ecológicas e questões de memória. A experiência de ser o último a entrar em edificações antes delas deixarem de existir movimenta sua produção mais recente. Desde 2020, junto com Natália Lessa e Fernanda Veiga, coordena a Arquivo, um projeto dedicado a facilitar e popularizar o reuso de materiais na arquitetura.

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Anthropogenic land-use changes, driven by rapid urban expansion and rising population pressures, have significantly exacerbated climate change, intensifying the urban heat island effect (UHI) and raising levels of airborne pollutants. Global forests, indispensable carbon sinks that sequester up to approximately 7.6 gigatons of CO₂ annually, play a vital role in moderating local microclimates through evapotranspiration, wind, and albedo modulation, enhancing thermal comfort, improving air quality, and supporting ecological and human well-being. However, their extensive decline throughout the Anthropocene has substantially heightened urban vulnerability to a spectrum of environmental and climatic stressors. This study employs a comparative framework utilizing Geographic Information Systems (GIS) and advanced computational fluid dynamics (CFD) modeling to assess the efficacy of reforestation and forest structural designs in reducing land surface temperature (LST), augmenting evapotranspiration, and generating localized ‘urban cool islands’. Supporting integrative climate adaptation strategies that alleviate climate-driven heat stress while fostering urban resilience and ecological integrity.

Apresentações:

From point to network: designing Turin’s future through its rivers
Jowita Aleksandra Tabak e Riccardo Ronzani

Cidades, infraestrutura e adaptação às mudanças do clima (CIAM Clima)
Renato Luiz Sobral Anelli e Ana Paula Koury

Revaloración del paisaje industrial para la regeneración urbana de la ciudad de Tumán, 2023
Aurora Isabel Marchena Tafur

Biohortos como estratégia para reduzir o estresse térmico em climas desérticos é possível?: Caso da Portada de Manchay II, Peru
Loyde Vieira de Abreu Harbich, Jose Pajuelo, Perola Felipette Brocaneli e Andre Luiz Nery Figueiredo

Urban microclimates: thermal constructs of socio-environmental imprints
Mariami Maghlakelidze

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Urban mobility is an essential component of people’s everyday activities, and is directly affected by the rapid increase in the urban population, unplanned urbanization, and the changing socioeconomic conditions. It is a major determinant of quality of life, public transit, employment, education and health care. Moreover, having access to efficient urban mobility systems remains one of the fundamental issues for policy makers, especially in large cities and densely populated neighbourhoods. To address some of these challenges, shared mobility – urban planning nexus offers opportunities for enabling spaces for collaborative urban planning and governance practices. Such nexus can serve as a vehicle to explore the changing dynamics of urban challenges during which experimentation is used to inform urban practice. Our session focuses on how the application of this approach in cities can contribute to the sustainable transitions of urban mobility systems while promoting active mobility and energy transition in public transport.

Apresentações:

Toward inclusive transitions: gender-sensitive street design and public bike-sharing as drivers of shared mobility in Oaxaca
Luis Alfonso Barraza Cardenas

Regeneração social e urbana Rua Rainha Ginga
Julio Abrantes

Urban disconnections and inequalities nexus: voices from the ground
Ana Paula Koury, Jessica Souza e Luciano Abbamonte da Silva

Sons urbanos e mobilidade
Pedro Silva Marra

Shared mobility – Urban planning nexus for accelerating urban mobility system
Aksel Ersoy e Diego Hernando Florez Ayala

Gratuito

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Cities worldwide are increasingly confronted with the obsolescence of office buildings, particularly those constructed between the 1960s and 1980s. Often functionally redundant and technically outdated, these structures—much like the abandoned factories of earlier decades—now represent a latent resource. This session explores adaptive reuse as a critical architectural and urban strategy, capable of transforming such buildings through minimal intervention and maximum retention. Positioned between heritage conservation and climate-conscious transformation, adaptive reuse offers a meaningful alternative to demolition by engaging with the embodied energy and material continuity of the existing fabric. We welcome contributions, including case studies, theoretical reflections, or interdisciplinary perspectives that address the architectural, environmental, and social dimensions of reusing vacant office stock. Of particular interest are projects that reimagine these buildings for housing, public infrastructure, or hybrid programs through design, policy, or technical innovation. The session aims to frame adaptive reuse as a proactive, low-carbon response to today’s urban and ecological urgencies.

Apresentações:

Rehabitar la galería: Recuperación de las galerías comerciales como activadores urbanos del microcentro rosarino
Cecilia Carreño Serein

Beyond vacancy: adaptive reuse of office landmarks as a low-carbon urban housing strategy
Mariolina Affatato

Office buildings as hybrid factories
Nina Rappaport

The entangled histories of the Belgrade’s Western City Gate: a journey from public to private spatial capital
Dalia Dukanac

Office-to-residential conversion in NYC: a critical atlas of adaptive reuse of modernist skyscrapers
Elena Guidetti e Caterina Barioglio

Gratuito

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A sessão temática propõe discutir experiências e estratégias metodológicas na elaboração e implementação de instrumentos de planejamento popular voltados à promoção da justiça socioambiental e climática em territórios populares, a exemplo dos planos comunitários de redução de riscos e adaptação climática e dos planos de bairro – instrumentos que atuam com diferentes escalas, a partir de processos participativos. A sessão abordará a urgência de soluções integradas para enfrentamento dos desafios climáticos, que articulem o conhecimento técnico e os saberes locais, e que envolvam ativamente as comunidades em todas as etapas do processo para fortalecer sua autonomia e a construção da capacidade de resposta coletiva diante de eventos climáticos extremos. Serão apresentados avanços e desafios dessas iniciativas, valorizando tanto os aprendizados metodológicos quanto os impactos práticos nos territórios. O debate reunirá especialistas diversos (pesquisadores, gestores públicos, urbanistas, representantes de movimentos sociais, universidades e organizações da sociedade civil) combinando apresentações estruturadas com diálogos abertos.

Apresentações:

Planejamento comunitário em Fortaleza, Ceará (Brasil): Territórios vulneráveis, práticas locais e resiliência
André Araújo Almeida

Retratos das enchentes, 2025
Laryssa Nunes dos Santos

A participação popular na elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos: os desafios e as potencialidades em Itaquaquecetuba, SP
Alexandra Martins Silva, Ana Paula Leal Pinheiro Cruz, Luiz Antonio Bongiovanni e Talita Gantus-Oliveira

Planejamento comunitário participativo de rotas de evacuação: cartografia social para redução de riscos em desastres hidrológicos e climáticos
Talita Gantus-Oliveira, Henrique Candido de Oliveira, Alexandra Martins Silva, Ana Paula Leal Pinheiro Cruz e Luiz Antonio Bongiovanni

Quem imagina o futuro? Planejamento popular na cooperação internacional para adaptação climática das ilhas de Porto Alegre
Raquel Hädrich Silva, Amanda Kovalczuk, Camila Kuhn e Julia Boff

Gratuito

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Diante das urgências climáticas e sociais do Antropoceno, está sessão propõe repensar o papel do arquiteto como agente de transformação territorial e incorporador de futuros. Mais do que projetar edifícios, trata-se de atuar com responsabilidade política e ética sobre o solo urbano, articulando projeto, incorporação, justiça espacial e regeneração. A partir de práticas que cruzam arquitetura, urbanismo, ativismo e desenvolvimento imobiliário, buscamos reunir trabalhos teóricos e práticos que expressem essa atuação: habitação social liderada por arquitetos, ocupações regenerativas, retrofit sustentável, novas metodologias de impacto social e abordagens que integrem estética, ecologia e viabilidade. Busca estimular assim a reflexão crítica sobre a autonomia profissional frente a modelos concentradores, às possibilidades de mediar conflitos, de atuar com inovação e de regenerar ecossistemas urbanos. Um convite a pensar e discutir novos imaginários e horizontes, com responsabilidade e potência criativa para regenerar o que (e para quem) é possível (e para além do possível).

Apresentações:

Katahirine: novos Oikos para reflorestar o imaginário
Luciana de Paula Santos

Landscapes of transition: urban regeneration and new ecologies in deactivated areas
Karla Cavallari, Alessandro Tessari e Alessandro Massarente

Todo território é uma invenção: memória, patrimônio e o imaginário da floresta
Laura Benevides

Hybrid economies / ecologies: countering territorial violence in the Bekaa
Carla Aramouny e Sandra Frem

Um papel em branco: arquitetos como incorporadores de futuros
Evelyne da Nóbrega Albuquerque, Paulo Almeida e Ricardo Avelino Dantas Filho

Gratuito

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A sessão convida trabalhos que analisem criticamente como instrumentos de planejamento urbano, territorial e habitacional têm (ou não) contribuído para enfrentar os desafios da crise climática em territórios vulneráveis. Interessa-nos explorar a articulação — ou sua ausência — entre planos diretores, políticas habitacionais e estratégias de adaptação, especialmente em contextos marcados por desigualdades socioespaciais, ocupações em áreas ambientalmente sensíveis e ausência de infraestrutura. Partimos do reconhecimento de que esses territórios são os mais expostos aos impactos dos eventos extremos e, ao mesmo tempo, os menos contemplados por políticas públicas eficazes.

A partir do conceito de resiliência urbana — entendido como capacidade de adaptação, transformação e reorganização diante de crises contínuas — buscamos contribuições que questionem os limites do planejamento tradicional e proponham alternativas integradas, justas e transformadoras. Serão valorizadas experiências e análises que articulem o direito à moradia, a justiça climática e a reestruturação territorial, ampliando o escopo das políticas públicas para além da mitigação de riscos.

Apresentações:

Riscos da mensuração de riscos
Renata Maria Pinto Moreira

Cartas geotécnicas de suscetibilidade de risco e de aptidão de urbanização, como instrumentos de prevenção e gestão de risco de desastres no contexto de mudanças climáticas
Nicole Pavaneli Oomura e Edson Quirino dos Santos

El plan maestro de ordenamiento territorial y diseño urbano como movilizador de visiones comunes, proyectos y financiamiento específico. El caso del piloto GEF Humedales Costeros Rocuant-Andalién
Nelly Paulina

Política urbana e crise climática em Fortaleza: um olhar sobre assentamentos precários em margens fluviais
José Almir Farias e Mariana Araújo de Oliveira

Riscos e vulnerabilidades associados às emergências climáticas. Impactos e doenças de veiculação hídrica
James Miyamoto

Gratuito

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O impacto do mundo mais quente nas cidades litorâneas será ainda maior. É inevitável aprender a conviver com o aumento do nível dos mares e a obsolescência das infraestruturas. Assim serão as regiões costeiras urbanizadas, tema transversal dessa sessão temática, cujo território urge por soluções inovadoras e radicais da arquitetura. Os cinco eixos propostos serão abrangidos pela sessão, que enfrentará temas como a necessidade de ampliação dos serviços portuários com a preservação das florestas e mangues, a abordagem histórica e contemporânea de infraestruturas de drenagem, os booms imobiliários e a insistência em soluções rodoviaristas, as experiências em habitação oriundas de diferentes esferas político-ideológicas.

Apresentações:
Um território anfíbio e pecilotermo: a Baixada Santista como estudo
Fabrício Ribeiro dos Santos Godoi

Infraestruturas verdes e azuis: soluções baseadas na natureza para mitigação das ilhas de calor na Baixada Santista
Janaina C. Botari, Poliana F. Cardoso e Adriana B. Alcântara

Água alta: adaptação climática e resiliência costal em Santos
Nathan Lavansdoski Menegon

A gestão de conflitos como prática no planejamento urbano: a experiência do Projeto Arquipélago em Porto Alegre/RS
Camila Mabel da Cunha Kuhn, Raquel Silva, Amanda Kovalczuk e Julia Boff

Adaptação em crise: o discurso dissociado da prática em João Pessoa – PB
Renato Régis Araújo e Ruth Maria da Costa Ataíde

Gratuito

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Esta sessão propõe uma virada decolonial no debate sobre patrimônio amefricano e emergência climática, focando nas cosmologias e práticas de resistência de comunidades tradicionais. Questionamos modelos hegemônicos de adaptação, que esvaziam seu potencial político de insurgência contra o racismo ambiental e a desordem histórica que consolida a segregação socioespacial.

Comunidades como a Aldeia Guató, a nação Mebengokré, Terreiros de Candomblé e Quilombos, apesar de expostos e vulneráveis, demonstram que a resiliência emerge de epistemologias radicalmente situadas, intrínsecas à sua memória e a forma como constroem e habitam. Buscamos abordagens de uma diversidade de sítios e comunidades tradicionais no Brasil e na América Latina que revelem caminhos para o mapeamento de valores culturais (cartografias, oralidade), avaliação de riscos (impactos e ameaças) e planos de ação climática (estratégias, políticas).

Esta sessão convida a uma transformação radical, sobre o papel do patrimônio (bio)cultural no combate aos extremos climáticos (caos) e o devir de habitar o Cosmos (ordem). Mais do que “incluir” saberes tradicionais em modelos arquitetônicos ou urbanísticos vigentes, almejamos uma reorganização completa da adaptação. Que formas de governança espiritual climática emergem da integração de saberes ancestrais e práticas comunitárias? Como as cosmopercepções dos povos tradicionais podem se traduzir em cidades mais justas, inclusivas e resilientes? Como a ação climática pode ser reimaginada a partir da ética do cuidado, reciprocidade e justiça pela permanência no território?

Apresentações:

Las memorias del agua de Iquitos. Caso Moronacocha
Moisés Porras

Espacio comunitario para la comunidad Huarpe de Aguas Verdes: Territorio fragmentado, saberes en resistencia y acción climática desde la arquitectura comunitária
Mauricio Vellio e Martín Ezequiel López

Quem paga a conta do clima? A governança espiritual afro-brasileira entremundos – Morro da Pedra de Oxóssi e a Rodovia BR 030
Maria Alice Pereira da Silva, Fernanda Viegas Reichardt, Sandra Akemi Shimada Kishi, Bruno Amaral de Andrade e Celso Almeida da Silva Cunha

Em busca da Terra sem Males: uma proposta de intervenção projetual a partir do patrimônio cultural indígena Guarani Mbyá
Ana Helena Leichtweis

Maré de luta: a re-existência no patrimônio quilombola para adaptação climática
Liane Monteiro dos Santos e Thiago Assunção dos Santos

Gratuito

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No desenho federativo brasileiro, o sucesso de implementação da ação climática na ponta depende da coordenação entre atores de diferentes níveis. Isso envolve traçar objetivos climáticos, fortalecer capacidades e criar instrumentos que estejam alinhados à variedade dos contextos regionais, municipais e territoriais e que considerem o impacto do clima sobre quadros históricos de desigualdades e vulnerabilidades socioespaciais que se explicitam nos desafios de transporte, moradia, gestão de resíduos, entre outros temas.

Esse exercício exige aproximar diferentes interlocutores. A proposta é organizar um debate e uma oficina ao longo de um período, congregando: (i) representantes do governo federal (pasta de cidades e meio ambiente), (ii) organizações que têm trabalhado o tema do federalismo climático brasileiro, como a FNP, ABM, GIZ, C40, ICLEI, WRI e o próprio Instituto ZeroCem, (iii) membros da academia que tem desenvolvido pesquisas sobre o tema, como a FGV, e (iv) movimentos socioambientais com perspectivas locais.

Apresentações:

A gestão do uso e ocupação do solo na Bacia da Guarapiranga: conflitos, fiscalização e desafios diante das mudanças climáticas
Carlos Alberto Pinheiro de Souza

Desafios e inovações do planejamento das cidades brasileiras em contexto de emergência climática
Renata Maria Pinto Moreira, Angélica Benatti Alvim, Andresa Ledo Marques e Luciana Varanda

Planejamento urbano ambiental: a articulação entre o Programa Mananciais, o Plano Diretor Estratégico de São Paulo (PDE) e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
Viviane Manzione Rubio, Thiago Ferraz do Amaral, Caio Albuquerque Escaleira e Luana Siqueira Bernardes

Campo em disputa: o avanço dos empreendimentos eólicos e o Direito à Moradia no Quilombo de Macambira (RN)
Rani Priscila Sousa, Jéssica Bittencourt Bezerra, Maria Dulce Picanço Bentes Sobrinha e João Marcos de Almeida Lopes

Vamos colocar nos territórios, a cultura na agenda e a assistência técnica nos canteiros de obras
Claudia Teresa Pereira Pires

Gratuito

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A emergência climática impõe novos paradigmas à arquitetura, que precisa conciliar sustentabilidade, inovação e impacto social. A mesa “Arquitetura Contemporânea e Emergência Climática” parte da premissa de que público e privado se entrelaçam na responsabilidade ambiental. O trabalho da KAAN Architecten busca criar edifícios que impactem positivamente pessoas e natureza, integrando materiais sustentáveis, adaptação climática e valorização cultural. Reutilizamos estruturas existentes, promovemos densificação urbana com pavimentos ativos e construímos espaços valorizados pela comunidade. Durante a sessão, Renata Gilio, Vincent Panhujsen e Marco Peixe apresentarão exemplos concretos organizados em cinco temas: baixo carbono, integração comunitária, reutilização de estruturas, densificação urbana e reflexão sobre mudanças regulatórias. Os exemplos apresentados serão: Biblioteca Lagoa do Sino da UFSCar em Buri/SP, Strijp S – Matchbox em Eindhoven (Países Baixos), Tribunal de Nancy (França), Utopia – Biblioteca e Academia de Artes em Aalst (Bélgica), Tribunal de Amsterdam (Países Baixos), Ecomuseu do Parque Orla Piratininga em Niterói/RJ, NBB National Bank (Bélgica), FAMA – Fábrica de Arte Marcos Amaro em Itu/SP e Lumière em Rotterdam (Países Baixos).

Apresentações:

Construir com terra estabilizada: a importância do sul global para o uso da terra na construção
Rodrigo Amaral do Prado Rocha

Bairros solares e arquitetura climática: estratégias urbanas integradas para um mundo quente
Ricardo Calabrese

¿Qué puede un museo en el borde?
Maria Eugenia Cordero

Mudanças climáticas e a Agenda ESG: políticas públicas como vetores de resiliência e redução da vulnerabilidade?
Marcio Valério Effgen

Entre o trovão e a terra: arquitetura para a justiça climática no Parque Pedra de Xangô – Salvador, Bahia
Fernanda Viegas Reichardt, Sandra Akemi Shimada Kishi, Bruno Amaral de Andrade, Celso Almeida da Silva Cunha e Maria Alice Pereira da Silva

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Como intervir nas cidades para que a natureza protagonize o bem-estar no meio urbano? Preservar florestas e reflorestar as cidades exige incorporar radicalmente o fluxo de carbono e a biodiversidade nas cidades como estratégia para formar microclimas resilientes. Esta sessão propõe reflexões sobre como configurar florestas urbanas multifuncionais e multiescalares, constituindo redes de infraestrutura verde, capazes de intensificar serviços ecossistêmicos essenciais – como produção primária, ciclo de nutrientes e formação dos solos. A ausência desses serviços nas cidades se traduz em ilhas de calor, alagamentos e desastres, frutos do distanciamento entre urbanismo e ecologia. Unir esses dois campos é essencial, considerando perspectivas sobre planejamento e manejo da vegetação urbana e do solo ao longo do sistema de espaços livres. O objetivo é inspirar novos paradigmas de arborização urbana que promovam o bem-estar e fortaleçam a resiliência climática a partir da integração entre a floresta de cima e a floresta de baixo.

Apresentações:

Miradas y reflexiones para la renaturalización del territorio y paisajes de Iquitos
Moisés Porras

Arborização na mitigação e adaptação climática das cidades: novos paradigmas
Rubens do Amaral

Abrigo-manifesto: microarquitetura para grandes rupturas
Clarisse Jacobi Brahim do Vale, Giulia Teixeira da Silva Botelho, João Victor Mello Mansur Moreira e Pedro Barbosa de Souza

Permacultura urbana: ensaio de transformação da cidade
Sabrina Hennemann

Urban forest acupuncture: housing as climate and community repair
Luciana Varkulja e Nastassja Lafontant

Gratuito

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Esta sessão propõe refletir sobre o papel transformador das Soluções Baseadas na Natureza (SbN) na reconfiguração ecológica, simbólica e social dos espaços públicos urbanos. Inserida no segundo eixo temático da 14ª BIAsp – Conviver com as águas –, a proposta parte de experiências que aliam arquitetura, urbanismo e paisagismo à regeneração de ecossistemas, valorizando estratégias que fortalecem a resiliência territorial e a justiça climática.

Serão apresentadas iniciativas que vão da renaturalização de corpos hídricos e estabilização de encostas ao redesenho urbano e à cocriação comunitária de espaços públicos, discutindo a aplicação de SbN como estratégia para a resiliência climática, a justiça ambiental e a reconexão da cidade com seus sistemas hídricos.

Entre os destaques, serão apresentadas experiências de projetos que envolvem a temática proposta para discussão, de autoria do escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, na mesa representado por seus sócios Amanda Saboya, Caroline Fernandes e Pierre-André Martin. Em especial, será apresentado o Parque Realengo Susana Naspolini, no Rio de Janeiro, um projeto que contempla uma ampla gama de Soluções baseadas na Natureza voltadas à gestão das águas pluviais e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

A sessão convida ainda à participação de outras experiências nacionais e internacionais – urbanas, periféricas ou naturais – que abordem a convivência com a água como ferramenta de reestruturação urbana, regeneração ambiental e inclusão social, contribuindo para uma agenda ampla de inovação em infraestrutura ecológica sensível ao território.

Apresentações:

Sustentabilidade urbana: mapeando conexões verdes e azuis no entorno do Parque Realengo, RJ
Pierre-André Martin, Amanda Saboya e Caroline Fernandes

Wetland Living Lab: water as a generator of a post-carbon landscape
Oriana Alessandra Durán del Valle, Mariela Martínez Álvarez e Andrea Reyna Aguilar

Experiências de contenção em bambu para encostas no Município de Franco da Rocha – SP
Nathalia da Mata Mazzonetto Pinto e Marcos Paulo Ladeia

Da microbacia do rio Jaguaribe à justiça climática: espaços públicos como suporte a Soluções Baseadas na Natureza e compensação hídrica em João Pessoa
Bruna Ramos Tejo e Ruth Maria da Costa Ataíde

Soluções comunitárias baseadas na natureza na Bacia do Córrego Uberaba, São Paulo/SP
Elisa Ramalho Rocha, Lara Cristina Batista Freitas e Luis Octavio P. L. de Faria e Silva

Gratuito

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A sessão propõe discutir as múltiplas formas de produção e transformação da habitação social em territórios populares, com foco nas desigualdades socioambientais e nos impactos das mudanças climáticas. Serão reunidos estudos que analisem tanto a ação do Estado — cuja produção habitacional em larga escala frequentemente gerou espaços insustentáveis e vulneráveis — quanto às iniciativas autônomas da população. A proposta contempla pesquisas sobre políticas públicas, conflitos territoriais, estratégias de adaptação e participação social, com atenção especial às experiências de grupos sociais e politicamente marginalizados, como mulheres, pessoas idosas e população racializada. Ao promover o intercâmbio entre perspectivas diversas, a sessão busca contribuir para o debate crítico sobre justiça climática e o direito à moradia, enfatizando o papel estratégico que o tecido habitacional desempenha na discussão ao agravar ou mitigar a crise climática.

Apresentações:

Territórios populares, inovação administrativa e justiça climática: lições das Prefeituras Democráticas e Populares no planejamento urbano brasileiro
Pedro Freire de Oliveira Rossi

Carnaval e emergência climática: tudo que brilha quer circular
Juliana Lisboa Santana

Microplanejamento como crítica espacial: possibilidades e limites em territórios periféricos de São Paulo
Leonardo Pires Luiz e Mariana Wilderom

Justiça socioespacial no planejamento urbano participativo: estratégias e desafios no Projeto Arquipélago (Porto Alegre/RS)
Amanda Kovalczuk, Julia Boff, Camila Mabel Kuhn e Raquel Hädrich Silva

Moradia precária e a precariedade da política de moradia
Maria Isabel Imbrunito e Patrícia Rodrigues Samora

Gratuito

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As pesquisas em mudanças climáticas partem de observações dos fenômenos ambientais e, fundamentalmente, estão baseadas em dados científicos medidos em sítios específicos, indicados em mapeamentos prévios como pontos de interesse especial. O conjunto dessas informações se transforma em conteúdo científico nas mais diferentes áreas de conhecimento, inclusive na arquitetura e no urbanismo. Nossa proposta é destacar a importância do trabalho de campo, como monitoramento da situação climática. Consideramos o monitoramento baseado em metodologias cruzadas. Por consequência, como desdobramento deste conhecimento específico, destacamos as etapas envolvidas nesses processos de pesquisa: o desenvolvimento de dispositivos, sensores; a coleta de dados; as análises posteriores; modelos de dados e propostas baseadas no monitoramento prévio. Pensar o desenvolvimento sustentável engloba a transdisciplinaridade e o trabalho coletivo, sem o qual urbanistas não se aproximariam da complexidade ambiental enfrentada hoje. Convidamos ao debate sobre o monitoramento como parte de uma contribuição consistente e transversal as urgências planetárias.

Apresentações:

A contribuição do monitoramento da Alameda de Talca para o Estudo de Bacia do Río Claro
Sílvia Maciel Sávio Chataignier, Carlos Esse e Rodrigo Santander

O Experimento em Mundo Real (EMR) de Natal
Jean Leite Tavares

Monitoramento microclimático a partir de dados abertos: um estudo de caso no Complexo da Maré (RJ)
Carolina Hartmann Galeazzi

Variabilidade climática e tendências de temperatura, precipitação e radiação solar nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Norte: análise temporal e implicações regionais
Camila Fernanda Aparecida Silva e Márcia Akemi Yamasoe

As pesquisas em mudanças climáticas partem de observações dos fenômenos ambientais
Rodrigo Mendes de Souza

Possibilidades e contradições dos instrumentos urbanísticos e ambientais para o enfrentamento da crise climática em Natal-RN
Sarah de Andrade e Andrade, Ruth Maria da Costa Ataíde, Venerando Eustáquio Amaro e Larissa Nóbrega Sousa

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Esta sessão examinará como diferentes disciplinas científicas — planejamento urbano e regional, design urbano, sociologia, geografia, projetos interdisciplinares — podem apoiar, acompanhar ou até mesmo iniciar a transformação de antigas áreas industriais e de infraestrutura em uso sustentável. São necessários estudos de caso e estudos teóricos e metodológicos. O foco da apresentação será a questão da interação entre análise científica e implementação prática por parceiros não científicos. O contexto metodológico e teórico também deve ser claramente destacado nos estudos de caso. A sessão não será apenas interdisciplinar, mas também fornecerá insights interculturais. Portanto, será dada atenção especial à transferibilidade de soluções entre diferentes países ou mesmo continentes.

Apresentações:

Ecologias de várzea para a saúde planetária: aprendizados coletivos em áreas de conversão na cidade de São Paulo
Laura Kemmer

How can science support the sustainable reuse of conversion areas in metropolises? The example of the EUREF Campus in Berlin
Jonas Fahlbusch e Martin Gegner

Laboratório de Mundo Real para segurança hídrica na bacia do rio Pitimbu: ciência participativa e governança adaptativa
Karinne Reis Deusdará-Leal, Jonathan da Silva Mota, Judith Johanna Hoelzemann, Osmar de Araújo Coelho Filho, Andréa Leme da Silva, Zoraide Souza Pessoa, José Luiz Attayde, Joana Darc Freire de Medeiros, Ana Paula Koury

Reconocer y rehabitar el patrimonio ferro portuario de la ciudad de Rosario
Celeste Garaffa

A ciência do planejamento e a arte da negociação: como apoiar a reutilização sustentável de áreas de conversão em metrópoles?
Ana Paula Koury, Luciano Abbamonte da Silva e Jessica Souza Fernandes

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TOUR VIRTUAL DA 14ª BIAsp 

A 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, Extremos: Arquiteturas para um mundo quente, se expandiu para além do espaço físico e agora pode ser visitada de qualquer lugar! 

O tour virtual propõe uma nova leitura da exposição, que ocorreu de 18 de setembro a 19 de outubro na Oca no Parque Ibirapuera, permitindo percursos de forma fluida, livre e intuitiva entre os ambientes. Durante a visita estão disponíveis os conteúdos curatoriais, imagens em alta definição e detalhes que aprofundam a compreensão espacial e conceitual das obras. 

A plataforma amplia o acesso, preserva a memória da Bienal e cria novas formas de vivenciar a arquitetura. 

Visite aqui a 14ª BIAsp!  

Explore no seu próprio ritmo, revisite percursos e aprofunde experiências. 

Em breve o tour virtual estará disponível no site do IABsp (Instituto de Arquitetos do Brasil – dep. São Paulo)